Durante agenda de campanha em Juazeiro do Norte, nesta quinta-feira, 27, o candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), apresentou propostas para a infraestrutura do Estado e criticou o número de obras paralisadas. “A primeira providência é fazer uma auditoria para limpar a grande ladroeira que está acontecendo em 634, isso mesmo que eu falei, 634 obras paradas no Estado do Ceará, segundo o relatório oficial do Tribunal de Contas”, afirmou.
Ciro também citou obras que, segundo ele, avançam lentamente. “Vamos tomar aqui onde nós estamos, o contorno do Cariri. Essa é uma obra que se arrasta já há 14 anos. O metrô de Fortaleza se arrasta há 16 anos, o anel viário de Fortaleza se arrasta há 16 anos e coisas muito graves, tipo o açude Lago de Fronteira, porque vai faltar água em Crateús, tá parada há 7 anos. Aqui também o cinturão das águas se arrastando há 14 anos também. São exemplos das prioridades que eu vou fazer”, disse.
O candidato também defendeu “fazer um ramal ferroviário que liga o Crajubá à Missão Velha. Por quê? Porque Missão Velha é por onde entra a Transnordestina. E com essa providência do ramal ferroviário Crajubá Missão Velha, nós vamos integrar o Cariri ao porto do Pecém e a nossa ZPE. Isso abre muitas possibilidades de geração de emprego e renda de qualidade aqui na região”, explicou.
Na área de mobilidade, Ciro citou a conclusão do metrô de Fortaleza e a ampliação do sistema até Messejana. Também citou o impacto do Anel Viário “que tira todo o trânsito pesado de dentro de Fortaleza” e do Contorno do Cariri para a circulação de pessoas e mercadorias. “Infraestrutura é um elemento essencial pro dinamismo econômico. Se você não tem um transporte urbano definitivo, você condena o trabalhador e a trabalhadora a um terceiro turno de trabalho dentro de ônibus, pelos quais ninguém lhe paga nada”, disse.
Na ocasião, ele também destacou a necessidade de ampliar o planejamento hídrico no Ceará, especialmente no Sertão dos Inhamuns. “Uma das questões é mapear lugar por lugar tanto a demanda hídrica para todos os usos, o uso humano como prioridade, mas os usos difusos, a dessedentação animal e a irrigação”, afirmou.
O objetivo dessas ações, segundo Ciro, é “transformar cada região do estado do Ceará numa região autônoma em que nós vamos vasculhar, mapear todas as potencialidades econômicas, tanto das economias tradicionais, indústrias que estão se acabando”, concluiu.
