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Os riscos para a cibersegurança com a aproximação das eleições: precauções e dicas do especialista

O período eleitoral deve ser encarado como oportunidade para reforçar a cultura de segurança, com treinamentos, simulações de phishing e políticas claras de uso de dispositivos

Foto: Bill Hilton/Getty images

Com a aproximação das eleições de 2026, o Brasil vive um momento crítico também no campo da cibersegurança: o país concentra 84% de todos os ataques digitais da América Latina e registrou 314,8 bilhões de atividades maliciosas apenas no primeiro semestre de 2025, além de mais de 753 bilhões de tentativas de ataques ao longo daquele ano, o que equivale a quase 24 mil ataques por segundo. Em ransomware — o sequestro de dados por criptografia —, o Brasil já figura entre os três países mais visados do mundo, com crescimento de 17,8% nos incidentes em 2025 e custo médio de violação de dados na casa dos R$ 7,19 milhões por empresa afetada.

Mensagens e links que circulam em torno do tema eleitoral — como supostas listas de candidatos cassados, áudios vazados, denúncias de fraude e “benefícios urgentes” — funcionam como iscas perfeitas para golpes de phishing e smishing. Ao clicar em um link malicioso recebido por WhatsApp, e-mail ou rede social, o usuário pode instalar malwares ou ransomware no dispositivo, ter credenciais roubadas e abrir porta de entrada para invasões mais amplas, especialmente quando o equipamento é corporativo e está conectado à rede da empresa.

Para as empresas, o risco deixa de ser apenas individual: um único clique de um colaborador pode permitir que criminosos mapeiem a rede interna, elevem privilégios, criptografem servidores e backups e exfiltrem dados sensíveis, paralisando operações e gerando prejuízos milionários, multas pela LGPD e danos reputacionais difíceis de reverter.

O CEO da Trust Control e especialista em cibersegurança Alberto Jorge destaca que o período eleitoral deve ser encarado como oportunidade para reforçar a cultura de segurança, com treinamentos, simulações de phishing e políticas claras de uso de dispositivos.

Entre as medidas práticas, recomendam-se não clicar em links inesperados, conferir remetentes, desconfiar de mensagens com urgência excessiva ou promessas tentadoras e acessar sites oficiais digitando diretamente o endereço no navegador. Para empresas, é prioritário investir em autenticação em múltiplos fatores, soluções de detecção de ameaças, backups imutáveis e planos de resposta a incidentes, tratando a cibersegurança como questão de continuidade do negócio.

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