Em agenda no município de Potengi, na Região do Cariri, o candidato ao Governo do Ceará pelo PSDB Ciro Gomes defendeu, na manhã desta quarta-feira, 2, a implantação de um Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) para definir as áreas que podem ou não receber determinadas atividades econômicas no Estado. “Nós temos que fazer o zoneamento Ecológico- Econômico. O que pode e o que não pode, pedaço por pedaço da geografia do Ceará, e com isso simplificar dramaticamente, desburocratizar e moralizar o processo de licenciamento”, afirmou.
Entre as prioridades apresentadas pelo candidato está a ampliação do saneamento básico. Ciro destacou que apenas “40% dos domicílios do Ceará têm saneamento básico. Isso não é razoável em pleno século XXI”, disse.
Outro tema que chamou atenção foi sobre o problema dos lixões. “O Ceará tem hoje 200 lixões que eu pretendo atacar e construir os aterros sanitários em consórcio, região a região” e completou: “quando eu fui governador, fechei o aterro do Jangurussu e criei o primeiro aterro sanitário metropolitano em Caucaia. Eu também fui capaz de fazer o saneamento básico da cidade de Fortaleza naquela época 63% a partir de 10, 12% apenas do que havia”.
O candidato também defendeu a continuidade da criação de áreas de proteção ambiental. “É preciso continuar com isso para que, ao utilizarmos os recursos naturais, não comprometamos a natureza para o futuro das nossas crianças”, disse.
Para o Cariri, o candidato apontou o saneamento básico como uma das principais prioridades e citou investimentos realizados na região durante administrações anteriores.
Sobre combate à desertificação, Ciro afirmou: “áreas extensas do sertão, por exemplo, de Irauçuba, estão sob processo praticamente irreversível de desertificação Só um novo manejo (…) com a cooperação de novas práticas, com a iniciativa privada, será capaz de interromper e recuperar as degradadas como já temos”
Sobre o tema geração de energia solar, ele defendeu mais facilidade para os pequenos produtores rurais. “Um pequeno fazendeiro, um pequeno pecuarista, um pequeno proprietário rural pode agregar uma placa solar com o financiamento e o apoio do governo. E essa placa solar vai não só garantir o seu abastecimento, mas a eficiência energética produz excedentes que podem ser injetados na rede”, explicou.
