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Iago Viana, empresário suspeito de integrar esquema criminoso a Bebeto Queiroz, é preso em Fortaleza

Iago Viana Nascimento estava foragido desde outubro de 2025 e tinha mandado de prisão expedido pelo STF por organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Ceará prendeu nesta terça-feira, 8, em Fortaleza, o empresário Iago Viana Nascimento, de 34 anos. Ele é investigado por suspeita de participação em um esquema criminoso apontado pela Polícia Federal como liderado pelo ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz.

A captura ocorreu no bairro Guararapes, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Iago é investigado pelos crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Depois dos procedimentos policiais, ele foi colocado à disposição da Justiça.

O empresário estava sendo procurado desde outubro de 2025. Naquele mês, a Polícia Federal realizou uma operação em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Eusébio. Quando os agentes chegaram ao imóvel, por volta das 6h, a casa já estava vazia.

As investigações apontam Iago como integrante do núcleo empresarial do grupo e um dos responsáveis pela sustentação financeira do esquema.

Uma das empresas citadas pela Polícia Federal é a SFC Serviços, anteriormente chamada Colinas Construções Transportes e Serviços, vinculada ao empresário. Segundo a investigação, a companhia era utilizada para financiar campanhas e repassar recursos a Bebeto Queiroz e a aliados.

Entre setembro de 2022 e fevereiro de 2023, quando ainda usava o nome Colinas, a empresa tinha como principal atividade o transporte escolar e movimentou R$ 41 milhões. De acordo com a PF, parte desses recursos era sacada em valores inferiores a R$ 50 mil e depois destinada a beneficiários do esquema.

Mensagens obtidas durante a investigação também mostram Bebeto orientando supostos proprietários de empresas, entre eles Iago, sobre valores que deveriam ser enviados a políticos aliados. Após os repasses, os operadores encaminhavam os comprovantes das transferências.

A apuração da Polícia Federal sustenta que empresas com contratos firmados com prefeituras do interior do Ceará eram utilizadas para desviar recursos. O dinheiro, segundo a investigação, teria sido empregado tanto no enriquecimento dos envolvidos quanto no financiamento de campanhas eleitorais, inclusive por meio de compra de votos.

Ainda conforme a PF, algumas dessas empresas posteriormente conseguiam contratos em administrações municipais comandadas por aliados que haviam recebido apoio financeiro.

Além de Iago, outros dois empresários aparecem nas investigações como operadores centrais: Carlos Douglas Almeida Leandro, cunhado de Iago e proprietário da Cariri Edificações, e Maurício Gomes Coelho, ligado à MK Serviços.

Bebeto Queiroz, apontado como um dos chefes do esquema investigado, permanece foragido desde 2024.

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