O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, entrou nesta quarta-feira, 30, com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar garantir sua participação no debate presidencial promovido pela TV Globo, marcado para esta quinta-feira, 1º. O caso será analisado pelo presidente da Corte, ministro Nunes Marques.
Na ação, o partido sustenta que a ausência de Renan no encontro prejudica também os eleitores, que deixariam de ter acesso às propostas do candidato durante o debate. A legenda afirma ainda que a presença de Renan em outras atividades realizadas pela emissora, como entrevistas e sabatinas, teria criado uma expectativa de que ele também seria chamado para o debate.
O Missão argumenta que o candidato participou das iniciativas promovidas pela Globo até o momento e que o convite feito pela emissora abrangia diferentes formatos de cobertura eleitoral. Por isso, a sigla considera que a exclusão do debate não seria compatível com o tratamento dado anteriormente ao candidato.
Pelas normas eleitorais, candidatos de partidos ou federações que tenham determinado nível de representação no Congresso têm participação assegurada em debates. A regra considera legendas com pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.
A discussão ocorre um dia após o TSE determinar que a Globo incluísse Romeu Zema, candidato do Novo, no debate. A decisão atendeu a uma solicitação do diretório nacional da legenda, que informou possuir cinco deputados federais em exercício, sendo três eleitos pelo partido em 2022 e dois que ingressaram posteriormente.
Após a decisão judicial, a emissora confirmou a participação de Zema. Também foram convidados Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD).
