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UFPE registra três incêndios em oito dias; veja o que se sabe sobre as causas

As ocorrências foram registradas em diferentes prédios do campus da Cidade Universitária. Apesar da gravidade dos incidentes, não houve registro de pessoas feridas em nenhum dos casos

Foto: Reprodução/Redes sociais

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, registrou três incêndios em um período de oito dias. O episódio mais recente ocorreu na noite da quarta-feira, 7, e provocou os maiores danos, com perdas estimadas em R$ 100 milhões em equipamentos e a destruição de pesquisas científicas desenvolvidas ao longo de duas décadas.

As ocorrências foram registradas em diferentes prédios do campus da Cidade Universitária. Apesar da gravidade dos incidentes, não houve registro de pessoas feridas em nenhum dos casos.

Polícia Federal vai investigar os incêndios

Até o momento, as causas dos três incêndios não foram totalmente esclarecidas. Após o primeiro caso, ocorrido em 30 de setembro, a universidade apresentou uma hipótese inicial para explicar a origem das chamas. Nos outros dois episódios, ainda não há uma conclusão sobre o que provocou o fogo.

O incêndio mais recente atingiu o antigo prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine). Segundo o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, a instituição aguarda os resultados da perícia para identificar as circunstâncias do ocorrido.

A Polícia Federal (PF) anunciou a abertura de um inquérito para apurar o caso. Peritos federais foram enviados à universidade para realizar os exames técnicos no local atingido.

Em entrevista à Agência Brasil nesta quinta-feira, 8,, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, informou que também pretende solicitar a atuação da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da PF. A medida está relacionada a ameaças publicadas nas redes sociais contra universidades federais.

O ministro explicou que a Polícia Federal já iniciou as investigações sobre o incêndio em Pernambuco, mas que as ameaças virtuais motivaram a ampliação das providências. A diretoria especializada deverá atuar em conjunto com o Ministério da Educação na apuração desse tipo de ocorrência.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, também pediu rigor na investigação. De acordo com publicação feita nas redes sociais, ele determinou à Procuradoria-Geral Federal (PGF) a criação de uma comissão de procuradores para acompanhar o andamento das apurações.

Outros dois incêndios foram registrados no campus

O primeiro caso ocorreu em 30 de setembro, quando um incêndio atingiu o Laboratório de Óptica Não-Linear, vinculado ao Departamento de Física da universidade. O fogo provocou danos significativos ao espaço.

Quatro dias depois, no domingo, 4, outro incêndio foi registrado no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, localizado no Centro de Biociências.

Segundo a UFPE, os dois episódios anteriores ficaram limitados às salas onde as chamas começaram. Não houve feridos em nenhuma das ocorrências.

Pesquisas sobre câncer, Covid-19 e transtornos foram afetadas

O incêndio da quarta-feira provocou o maior impacto financeiro e científico entre os três episódios. A estimativa inicial aponta prejuízo de aproximadamente R$ 100 milhões em equipamentos, além da perda de pesquisas desenvolvidas durante 20 anos.

O edifício atingido abrigava laboratórios ligados às áreas de Farmácia, Informática e Genética. Entre as linhas de pesquisa afetadas estavam estudos sobre a Covid-19, o câncer, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

As circunstâncias dos incêndios seguem sob investigação, e a perícia deverá contribuir para esclarecer as causas dos episódios registrados na universidade.

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