O Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal da Comarca de Quixadá acatou tese, na última sexta-feira, 21, do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) da Ação Penal movida contra Francisco Joel Rodrigues de Lima Oliveira por tentativa de feminicídio e condenou o réu a 20 anos de prisão. O crime ocorreu em julho de 2020, quando o acusado foi preso em flagrante após desferir golpes de faca contra a então esposa, Ana Cristina Barbosa Oliveira, na frente dos dois filhos do casal. A informação é da assessoria do MPCE.
De acordo com os autos, a vítima passou a ser perseguida pelo autor do crime após ele ser liberado do sistema prisional. Francisco Joel cobrava de Ana Cristina o valor do auxílio-reclusão recebido pela família enquanto ele estava preso, chegando a ameaçar matar a vítima por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. O assédio continuou mesmo após ela explicar que o auxílio foi utilizado em prol dos filhos. Na época, as crianças estavam com as idades de um e cinco anos.
No dia 20 de julho, o acusado, quatro dias após a liberação do regime prisional, invadiu a residência onde Ana Cristina e as duas crianças estavam hospedadas e passou a desferir os golpes. As agressões foram interrompidas pela população que residia próximo ao local. O réu, que possui antecedentes criminais, já havia cometido outros atos de violência contra a mulher.
Durante a sessão, o promotor de Justiça Bruno de Albuquerque Barreto, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Quixadá, realizou a sustentação oral e destacou os agravantes de crueldade e premeditação citados na ação. A tese foi acatada pelo Tribunal do Júri.
A Justiça condenou Francisco Joel Rodrigues de Lima Oliveira, que já estava preso desde o dia do cometimento do crime, a cumprir mais 16 anos, 11 meses e 29 dias em regime fechado, e negou o direito de recorrer em liberdade. O réu foi condenado ainda a pagar indenização à vítima por danos morais no valor de R$ 10 mil.
Repórter Ceará




