O Dia Mundial do Rádio, celebrado em 13 de fevereiro, marca mais um ano de um dos meios de comunicação mais presentes na rotina da população. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em referência à primeira transmissão da Rádio das Nações Unidas, realizada em 1946, com o objetivo de destacar o papel do rádio na informação, na educação e na integração das sociedades.
Mesmo diante da fragmentação da atenção provocada pelas plataformas digitais, o rádio mantém forte relevância no Brasil. Dados da Kantar IBOPE Media indicam que o meio alcança 79% das principais regiões metropolitanas do país, com média diária de 3 horas e 47 minutos de escuta entre os ouvintes. O número coloca o Brasil entre os países que mais consomem rádio no mundo.
Para Carmen Lúcia, presidente da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT), a força do rádio está diretamente ligada à sua capacidade de adaptação e proximidade com o público. “O rádio acompanha o ouvinte ao longo do dia, fala da realidade local, cria vínculo e mantém uma relação de confiança que atravessa gerações”, afirma.
A expansão do áudio para além do dial também contribui para esse cenário. Segundo o estudo Inside Audio 2025, 92% da população brasileira consumiu algum tipo de conteúdo em áudio nos últimos 30 dias, incluindo rádio tradicional, streaming e plataformas digitais. Nesse ambiente, o rádio segue como referência de credibilidade e agilidade, integrando novas tecnologias sem perder sua essência.
Mais do que um meio de comunicação, o rádio permanece como um espaço de conexão real, capaz de informar, emocionar e criar pertencimento. Em um contexto de excesso de informação e consumo individualizado de conteúdo, o veículo mantém seu papel como elo direto entre a notícia e o cidadão.




