O Ceará registrou ao menos três casos da chamada gripe K nas primeiras semanas de 2026. As ocorrências foram confirmadas em Caucaia (dois casos) e Fortaleza (um caso), entre os dias 4 de janeiro e 7 de fevereiro, período que corresponde às semanas epidemiológicas 1 a 5.
Os dados constam na mais recente nota técnica divulgada em 22 de fevereiro pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Segundo o documento, 11 amostras foram analisadas no intervalo, das quais oito apresentaram resultado positivo para o vírus Influenza A (H3N2). Entre essas, três pertencem ao subclado K.
De acordo com a Sesa, o H3N2 historicamente apresenta taxa de mutação superior à do H1N1, o que favorece o surgimento frequente de novos clados. Essa característica exige vigilância contínua das autoridades sanitárias, especialmente diante de possíveis alterações antigênicas.
Apesar da nomenclatura que sugere novidade, a gripe K não é causada por um vírus totalmente diferente, mas por uma evolução genética do Influenza A, conhecida por sua elevada transmissibilidade. O primeiro caso no Brasil foi confirmado pelo Ministério da Saúde em dezembro do ano passado, no estado do Pará. Antes disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) já haviam emitido alertas sobre a circulação da variante durante a temporada de gripes nas Américas.
Até o momento, não há indícios de que a gripe K provoque quadros mais graves do que os de uma gripe comum. Os sintomas relatados incluem febre, dor no corpo, dor de garganta e tosse.




