A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) confirmou, nesta sexta-feira, 8, dois casos de hantavírus no estado. Além das ocorrências confirmadas, outras 11 notificações seguem em análise e 21 já foram descartadas pelas autoridades sanitárias.
Os pacientes diagnosticados são moradores dos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. O primeiro caso envolve um homem de 34 anos, enquanto o segundo foi identificado em uma mulher de 28 anos. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o quadro clínico dos dois pacientes.
Segundo a Sesa, a situação permanece controlada no estado e os casos suspeitos continuam sendo acompanhados pela rede pública de saúde. As prefeituras das duas cidades também esclareceram que as infecções não possuem ligação com os registros da doença relacionados a um cruzeiro internacional.
Em 2025, o Paraná havia contabilizado apenas um caso de hantavirose, registrado anteriormente no município de Cruz Machado.
O hantavírus pertence à família Hantaviridae, do gênero Orthohantavirus, e pode provocar infecções graves em humanos, principalmente a chamada Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus.
A doença voltou a chamar atenção após a Organização Mundial da Saúde divulgar mortes associadas ao vírus em passageiros de um cruzeiro que saiu da Argentina com destino a Cabo Verde.
Entre os sintomas iniciais da hantavirose estão febre, dores musculares, dor de cabeça e desconfortos gastrointestinais. Em situações mais graves, a doença pode evoluir para falta de ar, respiração acelerada, tosse seca, queda da pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato indireto com roedores silvestres infectados. O vírus pode ser inalado por meio de partículas presentes em ambientes contaminados com urina, fezes ou saliva desses animais. Apesar dos registros, especialistas apontam que a disseminação da doença entre humanos é considerada incomum.




