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Criança de 3 anos morre após ser agredida pelo pai no RS por não dizer “bom dia”

De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, que atua na investigação, o homem confessou ter desferido socos na região do tórax e do abdômen do menino. Ele também teria golpeado a cabeça da vítima contra o chão

Foto: Reprodução/G1

Uma criança de apenas três anos morreu após sofrer uma série de agressões praticadas pelo próprio pai, um missionário norte-americano de 33 anos. Identificado como Dandre Jermaine Grayson, o homem admitiu o crime durante depoimento à polícia e teve a prisão preventiva decretada. Conforme o g1, a morte do menino, Oliver Golden Grayson, foi confirmada pela Polícia Civil nesta quinta-feira, 9.

O caso ocorreu em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo as investigações, o suspeito relatou aos policiais que agrediu o filho porque a criança não teria lhe desejado “bom dia”.

De acordo com a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, que atua na investigação, o homem confessou ter desferido socos na região do tórax e do abdômen do menino. Ele também teria golpeado a cabeça da vítima contra o chão.

Após as agressões, Oliver foi levado em estado crítico para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre. Apesar dos esforços da equipe médica, a criança não resistiu aos ferimentos e morreu na quarta-feira, 8.

Foi o próprio pai quem conduziu o menino ao hospital. Ao identificar sinais evidentes de violência, os profissionais de saúde acionaram a Polícia Militar, que realizou a prisão em flagrante do suspeito ainda na unidade hospitalar.

No dia seguinte à prisão, a Justiça decidiu manter o homem detido preventivamente durante audiência de custódia.

As autoridades também apuram denúncias de agressões contra outros filhos do investigado, com idades de 5, 7 e 9 anos. Há ainda suspeitas de que um bebê de um ano também possa ter sido vítima de violência. As quatro crianças foram retiradas da convivência familiar e encaminhadas para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.

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