Ver essa foto no Instagram
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou nesta segunda-feira, 7, de um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, marcado por críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A manifestação teve como principais lemas “Fora Lula, fora Moraes” e “É agora ou nunca”.
Durante o discurso, Flávio retomou o atentado sofrido pelo pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha presidencial de 2018. Também classificou os atos de 8 de janeiro de 2023 como uma “farsa” e afirmou que o ex-presidente teria sido novamente vítima de uma “facada” ao ser condenado pelos crimes relacionados aos episódios.
O candidato direcionou parte das críticas ao presidente Lula e afirmou que uma eventual vitória petista permitiria ao atual chefe do Executivo indicar novos ministros para o Supremo.
“Quem vota em Lula, vota em Alexandre de Moraes”, declarou Flávio.
Na sequência, o candidato atacou diretamente Moraes e afirmou que pretende escolher ministros para o STF alinhados a pautas conservadoras, caso seja eleito. O discurso também incluiu defesa de nomes contrários ao aborto e às drogas.
O ato reuniu integrantes da direita e lideranças políticas e religiosas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cobrou uma posição do Supremo diante das recentes discussões envolvendo Moraes e afirmou que “ninguém está acima da lei e da Constituição”. Ele defendeu que o tribunal apure as denúncias e dê explicações à sociedade.
O deputado federal Nikolas Ferreira também discursou e voltou a se referir como “pastel de vento” aos áudios de conversas atribuídas a ele com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O parlamentar ainda pediu a prisão de Moraes.
Apoio a André Mendonça
Outro destaque da manifestação foi a defesa do ministro André Mendonça, indicado ao STF por Jair Bolsonaro. Um boneco inflável com a imagem do magistrado foi levado à Avenida Paulista como forma de homenagem.
Os primeiros discursos do evento também ressaltaram Mendonça e fizeram críticas a Moraes. O pastor Silas Malafaia afirmou que atacar o Supremo seria prejudicial à democracia, mas defendeu que o presidente da Corte, Edson Fachin, tome providências em relação ao ministro.
Flávio chegou ao local acompanhado da esposa, Fernanda, por volta das 14h30 e cumprimentou os apoiadores do alto do trio elétrico. Antes dele, discursaram nomes como a bispa Sônia Hernandes, a deputada Bia Kicis e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também participou do ato e afirmou que Jair Bolsonaro estará em liberdade caso Flávio seja eleito presidente. Segundo ele, uma derrota do candidato manteria o ex-presidente sob as restrições judiciais atualmente impostas.
Ato ocorre em meio à disputa eleitoral
A manifestação foi organizada em um momento de crescimento da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro pela Presidência. A mobilização também é encarada pelo bolsonarismo como uma demonstração de força nas ruas e como oportunidade para fortalecer candidatos aliados ao grupo no Congresso.
Na pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro, Lula aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio soma 33%. Em uma simulação de segundo turno entre os dois, o petista registra 46%, contra 44% do candidato do PL, resultado considerado empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais.
O ato na Paulista ocorre ainda em meio à repercussão de mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, que passaram a ser utilizadas por lideranças bolsonaristas para ampliar as críticas ao ministro do STF.





