A divergência em torno dos planos de saúde levou funcionários da Caixa Econômica Federal a iniciarem, nesta quinta-feira, 10, uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a mobilização ocorre de forma parcial, com adesão apenas de parte dos trabalhadores.
Na Caixa, o principal ponto de impasse está relacionado ao aumento da contribuição dos empregados para o plano de saúde. A proposta apresentada pelo banco previa elevar de 3,5% para 5,5% o percentual cobrado sobre o salário-base dos funcionários.
Também estavam previstos reajustes nos valores pagos por dependentes. A cobrança mensal, que atualmente é de R$ 480, passaria para R$ 870. Para dependentes com idade entre 24 e 27 anos, o custo subiria de R$ 800 para R$ 1.050.
A proposta foi rejeitada pelos empregados, que aprovaram a paralisação. Mesmo com a greve definida, representantes dos trabalhadores aceitaram retomar as negociações com a Caixa nessa quarta-feira, 9.
A instituição informou, por meio de nota, que continua aberta ao diálogo com as entidades representativas e que busca um acordo que concilie os interesses dos funcionários, a sustentabilidade do banco e a manutenção dos serviços oferecidos à população.
No Banco do Brasil, a discussão também envolve os custos da assistência à saúde dos empregados. Parte da categoria decidiu cruzar os braços, enquanto outros trabalhadores aceitaram o acordo apresentado nas negociações.
Paralelamente ao impasse nos bancos públicos, a categoria bancária fechou uma convenção coletiva nesta quarta-feira. O acordo prevê reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil trabalhadores, além da aplicação do mesmo índice sobre benefícios como vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche.
A convenção também garante o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).






