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Ciro diz que Elmano não ganhou e fala que “organização criminosa” tomou eleição

O ex-governador afirmou ainda que já ganhou e perdeu eleições e que nunca havia contestado o resultado das urnas, mas que, desta vez, seu sentimento era de que a disputa havia sido roubada

Foto: Ciro Saboya

O candidato derrotado ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), se manifestou nesta terça-feira, 6, sobre o resultado da eleição. Segundo ele, o governador Elmano de Freitas (PT) “não ganhou” o pleito, chamou o grupo político do gestor estadual de “organização criminosa” e afirmou que eles “tomaram as eleições”. Em manifesto divulgado em suas redes sociais, Ciro agradeceu aos 2.498.890 eleitores que votaram nele e declarou ter sido “roubado”.

“Não cumprimentei o candidato vitorioso. Ele não ganhou, ele e sua organização criminosa tomaram as eleições!”, escreveu Ciro. O ex-governador afirmou ainda que já ganhou e perdeu eleições e que nunca havia contestado o resultado das urnas, mas que, desta vez, seu sentimento era de que a disputa havia sido roubada.

“Já ganhei e perdi eleições, nunca repudiei o resultado das urnas, mas meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados”, escreveu Ciro.

Ciro também fez uma série de críticas à gestão estadual. Entre elas, citou números sobre pobreza, violência, alfabetização, situação fiscal e fila de regulação na saúde. O candidato atribuiu os problemas ao governo do PT e acusou a gestão de aparelhamento político na Secretaria da Educação e de ter se apropriado da regulação da saúde.

Ciro também questionou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no processo eleitoral. Segundo ele, Toffoli, fora da condição de membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), teria autorizado mais de 900 comerciais de Elmano com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidatos ao Senado durante a sexta-feira e o sábado anteriores à eleição, dias 2 e 3 de outubro. Ciro classificou a medida como uma “fraude final” contra sua candidatura e afirmou que sua campanha apresentou uma reclamação à Justiça.

Ao final do manifesto, Ciro voltou a criticar a influência do PT no Estado. “Nosso estado foi transformado num quintal do PT e isto está destruindo nosso futuro”, declarou.

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