O Ceará contabiliza 40 casos confirmados de mpox, segundo atualização divulgada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) na tarde desta sexta-feira, 6). Do total de pacientes diagnosticados, dois precisaram de internação por indicação clínica. Até o momento, não há registro de mortes pela doença.
Os dados mostram um aumento nas notificações nos últimos dois meses. Em outubro, foram identificados 18 casos, enquanto novembro já registra 17 confirmações. Entre janeiro e setembro, o Estado havia contabilizado cinco ocorrências.
Todos os pacientes com diagnóstico confirmado são homens, com idades entre 24 e 51 anos. Fortaleza concentra a maior parte dos registros, com 35 casos, o equivalente a 87,5% do total.
A Sesa também informou a identificação de um caso em uma mulher, encerrado como provável após avaliação dos critérios clínicos e epidemiológicos.
Como evitar a transmissão da mpox?
A prevenção da doença envolve principalmente evitar o contato direto com lesões na pele de pessoas infectadas e adotar cuidados nas relações sexuais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que pessoas com suspeita ou confirmação de mpox permaneçam em isolamento durante o período de transmissão.
Também é indicado não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dentes e talheres.
Entre as principais recomendações de prevenção estão:
- Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel, especialmente após contato com pessoas infectadas;
- Higienizar roupas, toalhas, lençóis, utensílios e outros objetos que possam ter tido contato com lesões ou secreções;
- Limpar e desinfetar superfícies possivelmente contaminadas;
- Descartar adequadamente materiais utilizados no tratamento das lesões, como curativos;
- Utilizar máscara quando houver proximidade com pessoas infectadas, principalmente se apresentarem lesões na boca ou tosse;
- Evitar contato direto com as feridas e utilizar luvas descartáveis quando esse contato for necessário.
Em regiões onde há circulação do vírus entre animais, também é recomendado evitar o contato desprotegido com animais silvestres doentes ou mortos. Carnes e outros alimentos de origem animal devem ser completamente cozidos antes do consumo.
Quem recebeu vacina contra varíola está protegido?
Pessoas que foram imunizadas contra a varíola humana podem apresentar algum nível de proteção contra a mpox. A informação consta em publicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que ressalta, no entanto, a importância de manter os cuidados preventivos.
A proteção está relacionada à semelhança entre os vírus causadores das duas doenças. Conforme informações do Manual MSD, estudos realizados no continente africano apontam que a vacina contra a varíola pode apresentar eficácia de pelo menos 85% na prevenção da mpox.
A Fiocruz destaca ainda que a população mais jovem dificilmente recebeu essa imunização, já que a vacinação contra a varíola humana foi suspensa mundialmente em 1980, após a erradicação da doença.






