Enquanto as universidades federais têm sido alvo de críticas, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, indicou em encontro com representantes do ensino superior particular que o setor é a prioridade para o governo Jair Bolsonaro (PSL) na busca pela expansão de vagas.
Weintraub disse que o governo pretende relaxar as regras de regulação de cursos e instituições, mas não detalhou outras ações planejadas pelo governo nesse sentido. A fala do ministro vai ao encontro da agenda do setor privado, defensor da simplificação de regulação.
Abraham Weintraub falou nesta quinta-feira, 06, na abertura do 12º Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, que ocorre em Belo Horizonte desta quinta até sábado, 08. O evento é organizado pelo Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior e reúne mais de 500 participantes, entre proprietários de instituições e grupos educacionais, investidores, pesquisadores e professores.
Como já havia feito em outras oportunidades, Weintraub ressaltou que a maioria das matrículas do ensino superior está no setor privado.
“Existe espaço para as federais, existe espaço para estaduais, mas olhando a perspectiva para o Brasil, o crescimento que vai acontecer, é muito claro que não há condições com o atual estado de contas do setor público, o estado, a sociedade, os pagadores de impostos, a atual estrutura educacional estatal, atender a demanda das mudanças que vão acontecer neste país”, disse.
O governo Bolsonaro e aliados mantêm o discurso de que as universidades públicas são dominadas por militantes de esquerda.
Repórter Ceará com Folha de S.Paulo




