O acordeonista e compositor paraibano que fez nome como Zé Calixto no festivo universo do forró, morreu aos 87 anos, nesse domingo, 13. Zé Calixto foi referência no toque dos oito baixos da sanfona.
O instrumentista sofria de Alzheimer há alguns anos e teria morrido por complicações em decorrência da doença.
A sanfona de oito baixos é dividida em baixo, fole e teclado com 21 teclas. Cada tecla faz um som diferente quando o fole abre e fecha, ou seja, são 42 sons ao todo. As teclas do baixo têm que ser tocadas na hora certa, em harmonia com as do teclado. Para a maioria dos instrumentistas é preciso muita sabedoria para administrar o instrumento.
Os sanfoneiros cearenses Waldonys e Nonato Lima avaliam a partida do paraibano como uma grande perda para o gênero nordestino. Waldonys lembra da seriedade de Zé Calixto no palco. Ele também avalia que o paraibano foi um dos poucos nomes a preservar o uso da sanfona de oito baixos até os dias de hoje. “É um instrumento que vai ficando no esquecimento do povo. Graças a ele e a família o uso desse instrumento permanece em 2020. Perdemos um grande representante do forró”.
Da nova geração de sanfoneiros, o cearense Nonato Lima, 30, chegou a tocar com Zé Calixto em 2012. “Encontrei em uma turnê que fiz com Dominguinhos. Ele é um Dominguinhos dos oito baixos para mim. Toda sanfoneiro toca ‘Escadaria’ por conta dele. Ele não é o dono da música, mas popularizou”.
Repórter Ceará com informações do Diário do Nordeste (Foto: Reprodução/Capa de disco de 1987)




