O Brasil e o mundo celebram, nesta segunda-feira, 28, o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Pessoas Intersexo), data que tem como um dos objetivos conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia, principalmente por um estudo apontar que o reconhecimento da criminalização da homofobia ainda está longe de ser realidade. O levantamento, feito pela ONG All Out e pelo Instituto Matizes, aponta 34 obstáculos que ainda dificultam a tipificação dos crimes de preconceito por orientação sexual.
Entre os problemas apontados pelo estudo, estão questões culturais, como um ambiente machista nas forças de segurança.
“O combate à LGBTfobia certamente é um processo mais amplo e que, de fato, depende de mudanças estruturais. Por exemplo, a superação da cultura sexista tão presente nas forças policiais. No entanto, a maioria das barreiras para que a decisão do STF saia do papel depende mais de vontade política que de questões culturais”, disse o diretor da ONG All Out, Leandro Ramos.
O Brasil ainda registra índices altos de mortes violentas dessa população. O relatório “Observatório das Mortes Violentas de LGBTI+ no Brasil – 2020”, produzido por pesquisadores do Grupo Gay da Bahia e do grupo Acontece Arte e Política LGBTI+, mostra que nos últimos 20 anos mais de 5 mil pessoas da comunidade foram assassinadas ou se suicidaram por LGBTfobia.
Por outro lado, o avanço de direitos para a comunidade segue acontecendo. Hoje, a bandeira multicolorida, além de ostentada como símbolo de luta e militância, hoje ajuda a vender calçados, celulares, roupas e salgadinhos.
Além disso, o “sim” unânime dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu, em 2011, as uniões homoafetivas como entidades familiares, abrindo caminho a uma década de avanços para a população de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e intersexuais brasileiros. Reconhecida pelo Comitê Nacional do Brasil, do Programa Memória do Mundo da Unesco, como patrimônio documental da humanidade, a decisão completou dez anos em 5 de maio de 2021.
Amor é amor. E, acima de tudo, respeitar o próximo, é dever social e crucial de cada ser humano!
Para quem não sabe sobre o que trata a sigla:
L, de lésbicas. G, de gays. B, de bissexuais. T, de trans. Q, de queer. I, de intersexo. A, de assexuais, arromânticas e agêneros. O sinal de mais abrange toda a diversidade que as letras anteriores não tenham alcançado, como pansexuais, não-binários, etc.
Repórter Ceará (Foto: Mercedes Mehling)