O Ceará e outros estados brasileiros reduziram o intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda dose da vacina AstraZeneca, contra a Covid-19. O Ministério da Saúde recomenda 12 semanas (três meses).
Apesar do Ministério ter estudado a redução do prazo, uma reunião da Câmara Técnica manteve a orientação de 12 semanas de intervalo, porém, o Ceará já reduziu de três para dois meses (60 dias). A maior redução foi do Acre, que passou a ser de 45 dias. Pernambuco diminuiu o intervalo da primeira para a segunda dose para 60 dias, e Espírito Santo e Piauí foram para 70 dias. Alagoas e Sergipe fizeram mudanças pontuais. O estado de São Paulo também manifestou a intenção de reduzir o intervalo, mas informou ainda depender de aval da Anvisa.
O motivo dos estados encurtarem o prazo é para aumentar a proteção contra a variante Delta, mesmo sem orientação do governo federal. Estudos recentes apontam que somente a vacinação completa protege contra a variante Delta. A bula da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção e importação da tecnologia da AstraZeneca, já informa que “a segunda injeção pode ser administrada entre 4 e 12 semanas após a primeira”.
Repórter Ceará (Foto: SeongJoon Cho/Bloomberg)





