Com o título “Nova Globo, novo Jornal Nacional” eis a análise do jornalista Cláudio Teran sobre o novo Jornal Nacional, da TV Globo:
Nova trilha sonora, nova cenografia e impressionantes efeitos de luz. As três coisas que mais chamaram minha atenção na cara nova do veterano Jornal Nacional.
A Globo é o que há de melhor para exercitar uma das paranoias mais renitentes do nosso povo, as teorias conspiratórias. A esquerda nacional, ou o que sobrou dela, ainda tem uma visão antiquada da Globo. Para eles a Globo é mafiosa; golpista e manipuladora. E estaria sempre afim de derrubar este ou aquele.
O que essa galera não enxerga é que a Globo do velho Roberto Marinho morreu com ele, e os filhos dele têm levado a emissora noutra direção.
Quando Lula foi desmascarado e moído de ponta a ponta, o petismo se convenceu de que a Globo só podia ser tucana. Quando Aécio Neves foi desmascarado a Globo moeu esse cara sem dó nem piedade tornando público do mesmo jeito que fez com Lula, os podres dele.
E nunca antes o jornalismo da Globo foi tão investigativo; detalhista; tenaz em dar ao público elementos para discernir. Atualmente, ante o desmascaramento de Michel Temer, a Globo têm moído e flambado em alho e óleo o Presidente.
E vêm fazendo muito mais pelo Fora Temer que as espúrias paralisações do PT e do PCdoB sem credibilidade nas ruas.
Goste-se ou não é outra Globo que ai está, e esta não está poupando ninguém.
Então está na hora de os teóricos da conspiração reavaliarem os totens da má vontade com a emissora.
Com erros e acertos eu penso que o que a Globo tenta hoje é se situar no mundo incerto e cheio de telas e de comunicação instantânea que temos disponível.
E para sobreviver, só com a credibilidade que ela se esforça para consolidar.




