O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou, na manhã desta quarta-feira, 30, o município de Quixadá, no Sertão Central, onde participou, durante todo dia de ontem, 29, de intensa agenda. O político percorre os nove estados do Nordeste em Caravana desde o início de agosto.
O primeiro evento público de Lula na Terra dos Monólitos ocorreu no IFCE, onde recebeu homenagens de universitários. Sem discursos, o ex-presidente seguiu para seu hotel, onde descansou e, mais tarde, participou, ao lado do governador Camilo Santana (PT), de ato público na Praça José de Barros.
Houve muito tumulto em sua chegada. Lula veio em um veículo conduzido por Camilo. No carro estavam, além dos dois, o prefeito de Quixadá, Ilário Marques, e o deputado estadual Osmar Baquit. Acompanhavam a comitiva do ex-presidente, os deputados federais José Guimarães, Luiziane Lins e Odorico Monteiro, o senador José Pimentel, os deputados estaduais Elmano de Freitas, Moisés Braz e Raquel Marques. Diversos secretários de Estado, prefeitos da região e vereadores também se fizeram presentes, além de diversos movimentos sociais.
Em um discurso de pouco mais de 20 minutos, Lula falou ao público da dificuldade de ter chegado a presidência da República em 2002 e destacou os projetos desenvolvidos pelos governos do PT. Sempre muito aplaudido, o ex-presidente fez diversas pausas para tomar água e receber afagos de correligionários. Um dos pontos mais fortes de seu discurso foi o ato de desafio de Lula para com o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e ainda Sérgio Moro, da Lava-jato. Para o político, eles precisam provar irregularidades contra ele, caso contrário, devem pedir desculpas.
Já sobre o governo Temer, Lula foi mais duro: “Eu sei que eles estão destruindo o Brasil. Estão vendendo a Petrobras, querem acabar com o Banco do Brasil, com a Caixa, estão vendendo a Eletrobras (…) é aquele tipo de gente vagabunda que, ao invés de trabalhar, fica vendendo as coisas de casa para pagar despesas”.
Nesta manhã, em Juatama, o ex-presidente visitou a usina de biodiesel, que foi fechada recentemente. Lula disse que a usina fechou porque o governo “olha para os pobres e não vê pessoas, vê números”. Agora, o petista segue para a região do Cariri.
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Repórter Ceará




