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Editorial: A vez de Zezinho Albuquerque!

Após meses de especulações e movimentações políticas, parece estar cada vez mais certa a escolha de Zezinho Albuquerque (PDT) como vice da chapa de Camilo Santana (PT) para as eleições do próximo ano. Com perfil conciliador, discreto e articulado, o deputado foi o principal responsável por conferir sucessivas e importantes vitórias a Camilo na Assembleia Legislativa nos últimos três anos, além de ser o nome cotado pelos ex-governadores Ciro e Cid Gomes para a vaga. Se a escolha se concretizar, tenderá a elevar as chances de Camilo e a ampliar ainda mais o capital político do pedetista.

Natural de Massapê, Zezinho – como é popularmente conhecido – entrou para a Política em 1990, após deixar um negócio do ramo de pneus que tocava na sua cidade. No pleito daquele ano, o massapeense de sorriso contido, aparência firme e temperamento estável obteve mais de 14 mil votos, sendo eleito pela primeira vez deputado estadual. Em 2014, pouco mais de duas décadas após a primeira vitória, recebeu quase 100 mil votos distribuídos em 167 municípios, alcançando sua sexta reeleição e se tornando um dos três deputados mais votados do Ceará.

Hoje, Zezinho cumpre seu terceiro mandato como presidente da Assembleia Legislativa e é visto pelos demais deputados como o “homem forte” das gestões Cid e Camilo, pois, durante oito anos, foi o principal articulador político do ex-governador Cid Gomes no Plenário 13 de Maio, e desde o primeiro dia da gestão Camilo, tem se mostrado fiel à missão de dar as condições necessárias para que o governador consiga trabalhar.

Na Assembleia Legislativa, por exemplo, faz uso das suas habilidades políticas – dentre elas a indiscutível capacidade de vencer resistências por meio do diálogo – para manter a união da base governista e costurar importantes alianças com deputados da oposição, conseguindo assim, aprovar todos os projetos enviados pelo Executivo, reduzir o ruído das críticas feitas pelos opositores e barrar os possíveis obstáculos à gestão Santana.

Quando o deputado Capitão Wagner (PR) protocolou pedido de impeachment de Camilo, em maio passado, foi Zezinho quem indeferiu o pedido e livrou o governador do desgaste que o processo lhe causaria. Foi graças à sua atuação que o Executivo obteve vitória no polêmico processo de extinção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). E é ele quem figura ao lado de Camilo em quase todos os eventos pelo interior do Ceará.

Nos bastidores, comenta-se que a possível escolha de Zezinho para vice da chapa de Camilo não é apenas consequência do trabalho feito pelo deputado, mas é parte também de uma estratégia maior. Especula-se que, em caso de reeleição do governador petista, este ficaria à frente do Palácio da Abolição por três anos e sairia em 2022 para concorrer a uma vaga no Senado Federal, deixando o comando do Executivo com Zezinho, que prepararia o caminho para a eleição de um candidato escolhido pelos Ferreira Gomes, que poderá vir a ser o prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio, ou até mesmo algum parente de Ciro e Cid Gomes.

Após quase três décadas no Legislativo, parece ter chegado a vez de Zezinho Albuquerque usar suas habilidades políticas dentro do Executivo estadual. Se for selado vice da chapa e se esta se sair vitoriosa no pleito do próximo ano, certamente Zezinho dará prosseguimento a projetos ligados a questões sociais, aos quais têm dedicado parte considerável da sua vida pública, e desempenhará o importante papel de interlocutor do governador, ampliando o diálogo com o Legislativo e, até mesmo, com o Judiciário. Chegou a hora de Zezinho tentar ampliar seu trabalho em prol do povo cearense diretamente do Palácio da Abolição.

Editorial do Repórter Ceará

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