Em postagem realizada ontem, 14, através de sua página oficial no Facebook, o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, delegado André Costa, cobrou a participação do Governo Federal no combate contra a violência e à criminalidade.
Conforme o gestor, “precisamos sim de uma intervenção federal não só no Ceará, mas em todos os Estados do País na área da segurança pública. Não o Governo Federal assumindo o papel dos Estados, mas sim assumindo seu papel constitucional”.
Na postagem, André ainda listou medidas que o Governo Federal precisa tomar para contribuir com a segurança Pública nos Estados brasileiros. Confira:
1. Ter um plano nacional de segurança pública, inclusive prevendo fontes de custeio e investimento para a segurança dos Estados, a exemplo do que existe para a educação e a saúde;
2. Cuidar das fronteiras secas e molhadas, investindo mais nas Forças Armadas e na Polícia Federal;
3. Investir na PF e nas PC’s para que estas possam combater as facções criminosas que atuam em todos os Estados do País;
4. Investir na PRF, para evitar que as drogas e armas que passem pelas fronteiras cheguem ao Ceará e aos demais Estados, pois quase tudo vem por vias terrestres;
5. Uniformizar estatísticas (para sabermos a situação real de cada Estado, sem mascaramento de dados), telecomunicações, armamentos, viaturas, formação e treinamento continuado, dentre outras questões;
6. Cobrar a participação de empresas em áreas que resolverão em definitivo problemas de segurança pública (por exemplo, empresas de telefonia bloqueando sinais de celulares nos presídios de todo o País; e bancos, obrigando a instalação de dispositivos que destruam cédulas de caixas eletrônicos em caso de violação);
7. Financie projetos de prevenção social junto aos municípios, priorizando os que possuem maiores problemas de violência (urbanização, educação em tempo integral, oportunidades de estágios e empregos, projetos culturais, esportivos e de lazer, dentre tantos outros).
Por fim, o secretário ressaltou que o combate à violência e à criminalidade é algo apartidário, ou seja, sem interesses políticos. “O discurso fácil é rapidamente aplaudido, mas não soluciona. O debate da questão da segurança precisa ser feito com responsabilidade, seriedade e transparência. Não há soluções mágicas ou mirabolantes. É um processo gradual e que precisa ser feito a muitas mãos”, finalizou André.
Repórter Ceará – Foto: Fabiane de Paula



