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PR divulga nota sobre relação com prefeito de Quixeramobim e destaca que, após vitória, “já não éramos mais úteis, as eleições já haviam passado”

O presidente da Comissão Provisória do Partido da República (PR) de Quixeramobim, Pedro Paulo Araújo Chagas, emitiu nota na página da legenda no Facebook a fim de esclarecer pontos sobre a relação com o prefeito de Quixeramobim, Clébio Pavone (SD). Confira:

1. Como é de conhecimento amplo, participamos das eleições municipais no ano de 2016, compondo a Chapa Majoritária, ao lado do então candidato a prefeito o Sr. Clébio Pavone (SD), junto com o candidato a vice-prefeito o sargento Marcos Rogério (PR).

2. O início não foi fácil, desde quando o então pretenso candidato a prefeito, o Sr. Clébio Pavone, nos procurou em minha residência, nos convidando a participar de um novo projeto político para nossa cidade, um projeto com ampla e efetiva participação popular, uma política nova, voltada para o povo e suas reais necessidades […] Convocamos todos os nossos membros/simpatizantes para apresentar a proposta feita, a qual foi logo aceita.

3. Iniciada a campanha, nos dedicamos de forma integral, mergulhando de cabeça em um projeto novo, no qual acreditávamos, muitas vezes sacrificando nosso convívio familiar pra ir de porta em porta, nos lugares mais ermos do município de forma a apresentar ao maior número de pessoas esse novo modelo de governo pensado e defendido por nós em conjunto.

4. Veio o dia da eleição, e nos logramos vitoriosos sobre um grupo político de renome, financeiramente muito superior ao nosso, que já estava à 20 anos no poder em nosso município.

5. Passadas as eleições, começamos a notar o distanciamento de nosso hoje prefeito, o mesmo não mais nos procurava, nem tampouco nos deixava a par dos rumos que sua ainda não iniciada administração iria tomar, ele tinha agora novos (velhos) apoiadores, pessoas que estavam no outro palanque, mas que passadas as eleições procuraram logo uma “aproximação”, pois não possuem outro meio de vida fora da “mãe prefeitura”. Alertamos o prefeito eleito dos perigos desta aproximação, mas este quando nos respondia dizia… “não tem perigo, sei com quem estou lidando”.

6. Inicia-se o governo, hora de cumprir as promessas de palanque, hora de honrar o cheque em branco que o eleitor nos deu com seu voto nas urnas, porém para nossa surpresa, nosso espaço no governo foi ainda mais diminuído […] Já não éramos mais úteis, as eleições já haviam passado.

7. Não precisamos destacar o caos administrativo instalado em nosso município desde então, salários atrasados, fornecedores sem receber seus pagamentos, licitações no mínimo suspeitas, velhos figurões da política ganhando cada vez mais espaço, as “oligarquias” da política de Quixeramobim se reinstalando dentro da Prefeitura. Serviços de péssima qualidade ou mesmo a inexistência destes, a saúde deteriorada, a educação uma piada de mal gosto, a agricultura inexistente, a ação social ineficiente, o município caminha a passos largos para o fundo do poço, o projeto político que antes era uma luz no fim do túnel, mostrou-se na verdade um verdadeiro subterfúgio, uma enganação, digo mais, uma realidade mil vezes pior do que aquela que tão corajosamente combatemos, se antes era ruim, pelo menos sabíamos quem mandava em que, hoje todo mundo manda em tudo, e ninguém manda em nada, e o município fica as moscas, padecendo desta podridão política que teima em persistir em nossa cidade.

8. Caímos em ostracismo, não éramos mais úteis aos projetos do Sr. Prefeito, em um mundo de mentiras, temos o “péssimo” hábito de falar a verdade, de não abandonar o projeto defendido na campanha, de uma política do povo, para o povo, de enxugar a máquina, de acabar com a prática dos funcionários que recebem sem sequer prestar qualquer tipo de serviço, da eficiência administrativa.

9. Mesmo depois de colocados de lado, procuramos o prefeito para tentar conversar várias vezes, a resposta era sempre a mesma…”quero vocês comigo, estou sendo perseguido, as coisas estão muito difíceis”…, porém no outro dia era mais do mesmo, e o prefeito simplesmente sumia, passando meses sem conseguirmos qualquer tipo de contato com o mesmo. E como todos sabem, está mesmo difícil, contas bloqueadas, serviços essenciais inexistente ou inoperantes, um verdadeiro Deus nos acuda, mas a desculpa é sempre a mesma, “a culpa é da gestão passada”, acreditamos que esta desculpa esta mais do que superada, o povo não nos elegeu pra isso, o povo nos elegeu para acabar com o modelo anterior de administração de poucos, o povo acreditou, e foi enganado.

10. Por último, não bastasse as covardias já feitas com o povo de Quixeramobim, fomos acusados pelas lideranças políticas da base do governo atual, de articular junto a câmara municipal, a aprovação do pedido de afastamento do prefeito, esse golpe foi o que doeu mais forte, podemos ter falhado em várias ações, mas nunca, nunca faltamos com a verdade, nunca atacamos o Sr. Prefeito, nem qualquer outro de sua base, mesmo tendo sido esquecidos e relegados à margem das suas decisões e direcionamentos, nunca o atacamos, nunca o ofendemos, e torcemos sempre pra que desse certo, pra que o município prosperasse, mas como um dos exemplos da política antiga e imunda, fomos surpreendido como mais essa fofoca, conchavo, que é o que não falta neste governo de mentiras e covardia.

Repórter Ceará

1 comentário.

  1. Se vocês querem o bem desta terra, levem esse manifesto ao MP para que sejam tomadas as devidas providências.Desde já lhes peço que exigam um protocolo, para uma cobrança em outra istancia, se for o caso.Pois sabemos que já existem várias denúncias sem nenhuma resposta.Porque será?

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