Gleudson Datnas Barros, líder religioso apontado como assassinado do estudante Jheyderson de Oliveira Chavier, em Iguatu, também é suspeito de matar outras três pessoas que ele considerava “desafetos”. O suspeito foi preso no último dia 18 de maio e, conforme o delegado responsável pelo caso, Jerffison Pereira, ele assumiu participação nos crimes que vitimaram quatro pessoas.
Nessa terça-feira, 29, policiais localizaram uma ossada no mesmo sítio onde Jheyderson havia sido encontrado morto, com dois tiros. Os policiais investigam se são restos mortais de um garoto desaparecido em 2017.
A suspeita é de que Gleudson Dantas Barros e Roberto Alves da Silva, que também está preso por suspeita de participação nos crimes, matavam pessoas que de alguma forma “desagradavam” o líder de uma seita religiosa. “No caso de Jhey [como era conhecido Jheyderson de Oliveira], ele havia tido uma discussão com o Gleudson, e depois de ir muito de encontro com as ideias de Gleudson, ele teve o prestígio atingido e estava perdendo seguidores”, afirmou Pereira.
Um adolescente que também era suspeito de participação nos homicídios foi achado morto nesta terça. Segundo a Polícia Civil, o garoto cometeu suicídio.
Nesta quarta-feira (30), os policiais vão retornar ao Sítio Canto, local onde eram praticados rituais religiosos, na zona rural de Iguatu, para procurar restos mortais de outras duas pessoas que estão desaparecidas. As duas eram consideradas “desafetos” do religioso.
Os presos foram indiciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e posse ilegal de arma de fogo; um revólver e munição foram achados no sítio onde os corpos foram encontrados.
Conforme o delegado, nos restos mortais localizados nesta terça foi possível constatar que a vítima sofreu um tiro na nuca, assim como ocorreu com Jhey, além de haver sinais de tortura.
À Polícia, os suspeitos afirmaram que mataram o rapaz num ritual macabro para “baixar o espírito de satanás e melhorar de vida”, segundo Jerffison. O delegado descarta a relação dos crimes com rituais.
“Esses caras eram maníacos que saíam matando as pessoas e enterrando por aí à fora, não tem nada a ver com magia negra”, afirma.
A Polícia procura outros dois suspeitos de participarem dos crimes, ambos já identificados. Os policiais investigam se outras pessoas que estão desaparecidas foram assassinadas nas mesmas circunstâncias.
Repórter Ceará com G1-CE




