Com o título “José Artur Costa, o Mestre: Desportista, comunicador, cantor e educador”, eis o artigo da geógrafa e presidente da Academia Quixeramobinense de Letras, Ciências e Artes (AQUILetras), Terezinha Oliveira, sobre a vida do radialista e professor José Artur Costa.
Confira:
Era agosto de 1940; o Mundo estava em guerra na Europa e “nestes campos gerais do Sertão”, em Quixeramobim, nascia o primeiro filho homem do casal Nilo e Isa Costa. Menino que viveu para defender a Paz e a União.
José Artur Costa deu a Quixeramobim todo seu amor, através de suas realizações: no Esporte, na Comunicação, na Música e no grande legado que deixa para a Educação de nossa Terra.
Desde sua adolescência foi praticante de esportes, especialmente o Futebol; muito jovem passou a acompanhar seu genitor, Nilo Costa, nas promoções desportivas locais; integrou a Seleção Municipal como Atleta e Dirigente. Atuou também narrando e comentando jogos. Foi um centro avante hábil que ajudou a conquistar muitas vitórias para o selecionado de Quixeramobim.
As narrações e comentários futebolísticos o levaram à Comunicação e com sensibilidade, bom gosto e conhecimento da história da Música popular consolidaram sua atuação nas ondas do rádio. O “Sempre Sucesso”, na Rádio Campo Maior, tinha ouvintes fiéis aos quais alegrava as manhãs de sábado.
Recebeu do Pai Celestial dotes musicais que lhe permitiam encantar as mocinhas com as serenatas. Foi Boêmio sem tornar-se um farrista; era um “embriagado” pela sonoridade e o romantismo das belas letras de Adelino Moreira, Ari Barroso, Herivelto Martins, Mario Lago Noel Rosa e tantos mais. O seu cantor preferido era Agostino dos Santos, cujo repertório incluía Balada Triste, Chega de Saudade, Meu Benzinho entre outras. Zé Artur cantava todos os ritmos, desde que houvesse harmonia melódica e letra bem construída. Formou com amigos o Grupo “Coroas da Saudade”, e muito depois se agregou ao Resgatando a Boemidade. Dico Alexandre, seu violonista inseparável, foi substituído pelo filho, Antônio na amizade e aventuras musicais.
Vocacionado para o Magistério ensinou nas Escolas Assis Bezerra, Ginásio Dom Quintino, Colégio Estadual e naquela que se tornou sua segunda Casa – Escola Agrícola Deptº Leorne Belém, onde deixou sua marca indelével de grande Educador e Gestor. Assumiu a direção da Regional do Sertão Central. Consolidando sua grande Missão de engrandecimento da Educação cearense. Será sempre lembrada sua capacidade de orientar e promover a boa formação dos aprendizes tratados com amor paternal.
Terezinha Oliveira
Amiga, Admiradora, parceira na Boemidade, Prima e Comadre





Nós, que fazemos a Academia Canindeense de Letras Artes e Memória, nos sentimos menores com a perda deste ícone da cultura regional. Que seu legado sirva de bandeira para as novas gerações.