Nos últimos três meses, mais de mil médicos (1.052 profissionais) desistiram das vagas de substituição do programa Mais Médicos, após o acordo de cooperação com Cuba ter tido fim há cinco meses.
No Ceará, 56 médicos desistiram, afetando um total de 39 municípios, de diversas regiões do Estado. O número representa 12,6% das vagas ofertadas em edital, que são 443.
Os números de desistências maiores foram observados em Iguatu, Santana do Acaraú e Tamboril, onde três profissionais, em cada um dos municípios, desistiu. Marco, Acaraú, Acopiara, Granja, Independência, Ipu, Limoeiro do Norte, Pacajus, Parambu, São Benedito e Sobral tiveram duas desistências, cada.
Os municípios de Amontada, Ararendá, Coreaú, Forquilha, Fortaleza, Frecheirinha, Horizonte, Ipueiras, Itaiçaba, Itarema, Lavras da Mangabeira, Monsenhor Tabosa, Morada Nova, Morrinhos, Novo Oriente, Palhano, Palmácia, Pedra Branca, Piquet Carneiro, Santa Quitéria, Tabuleiro do Norte, Tianguá, Tururu, Ubajara e Uruoca registraram uma desistência por cidade.
No momento, conforme a presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE), Sayonara Cidade, não há soluções práticas apresentadas pelo Ministério da Saúde.
Os motivos das desistências, ainda de acordo com Sayonara, são diversos, desde reclamação do cumprimento de carga horária até saída para realização das residências médicas.
Sobre a desistência de profissionais brasileiros, o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Edmar Fernandes, diz que o programa não oferece garantias de estabilidade, o que, segundo ele, justifica a saída desses profissionais.
Repórter Ceará com informações do O POVO






