O Ceará passou, conforme dados da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD/Contínua trimestral), a ter 527 mil trabalhadores fora do mercado de trabalho formal, em um período que compreende o fim de 2017 e o início de 2017. Nesse período, o número de desempregados saltou para 131%. O principal motivo para a ocorrência, é a crise econômica que afeta o Brasil.
No primeiro trimestre deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o desemprego está caindo no Ceará, sendo, atualmente, 467 mil desocupados. Contudo, contando com os desalentos, ou seja, aqueles que estão em idade ativa (a partir de 14 anos), mas perderam a esperança de conseguir um emprego, os número chega a 867 mil. De janeiro a março deste ano, foi o período que mais registrou desalentos desde o início da série histórica, em 2012.
O analista de Mercado de Trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Mardônio Costa, considera que a crise econômica representou um grande impacto ao mercado de trabalho nacional. “Não só no desemprego, mas em outros indicadores, como a taxa de subutilização da força de trabalho e a de desalento também estão muito maiores nos últimos anos”.
A Pnad Contínua do primeiro trimestre de 2019 ainda revela que 222 mil trabalhadores estão ocupados como autônomos e 265 mil subutilizados no Ceará, por não trabalharem ou atuarem no mercado por menos do que gostariam.
Neste período de crise, alguns setores da economia foram mais impactados. Entre 2015 e 2017, o saldo de contratações e demissões foi negativo, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia. O analista do IDT destaca que os impactos nos setores da indústria e construção civil foram fortes.
Repórter Ceará com informações do Jornal O POVO
