Após um velório ser interrompido na cidade de São Luís do Curu, interior do Ceará, nessa sexta-feira, 16, devido à família de um morto ter acreditado que ele estaria vivo, especialistas esclareceram o que pode ter acontecido para os parentes terem a impressão sobre ainda ter sinais vitais no corpo.
O coordenador do Laboratório de Anatomia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Helson Silveira, informou ser comum ocorrer contrações involuntárias após a morte. Segundo Silveira, esse fenômeno pós-morte pode ser caracterizado porque as células morrem gradativamente e assim há contrações involuntárias do músculo.
“Às vezes é comum haver esses espasmos e o cadáver contrair a mão, o pé ou até o corpo inteiro. Outro fenômeno que pode acontecer são os gases, urinar, defecar, arrotar. As bactérias começam a se espalhar no intestino e isso dá impressão que o indivíduo está respirando ou se mexendo. São alterações que causam espanto. O suor é comum porque há líquido ainda e esse líquido começa a sair”, disse Herlon.
Uma enfermeira do Instituto Doutor José Frota (IJF) relatou à reportagem que há dois anos estava preparando o corpo de um paciente, quando ele levantou o braço. A mulher recordou que profissionais se assustaram, mas entenderam que se tratava de um espasmo. Helson destaca que, atualmente, devido aos diagnósticos eficazes, é “difícil uma pessoa ser enterrada viva”.
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Repórter Ceará com informações do Diário do Nordeste (Imagem Ilustrativa)






