O Ceará teve o seu carnaval mais violento desde 2014, conforme levantamento feito pelo Jornal O POVO a partir de dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Ao todo, entre o último sábado, 22, e a segunda-feira, 24, foram 82 assassinatos registrados no Estado. Para comparar: Em 2019, foram 33 homicídios.
O aumento ocorre no meio da paralisação de parte dos policiais militares, motim que é realizado desde o dia 18 deste mês.
Ricardo Moura, pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência (LEV) da Universidade Federal do Ceará (UFC), analisou que a ausência de policiamento gera condições propícias para o aumento de crimes de pistolagem, vingança e acerto de contas. Além disso, ele lamentou o aumento, já que o Estado vinha registrando queda nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) e explicou que o reforço das tropas federais é pontual, mas não solucionará o problema.
“Nenhuma força federal tem o grau de conhecimento de território e das dinâmicas criminais que a polícia local tem. As tropas federais chegam mais como uma forma de passar sensação de segurança”, destacou Ricardo.
Repórter Ceará
