Com o título “A conta da energia”, eis uma narrativa leve, divertida e com um pouco de pé na realidade sobre o alto valor da conta de energia e o que o povo faz para diminuir o calor. O texto é escrito pelo advogado e contista, Fabrício Moreira da Costa. Confira:
Zé Wellington, ex-sacristão do Padre José Augusto em Icó, foi se queixar na ENEL (ex-COELCE) que sua conta de energia elétrica estava com preço abusivo e cara demais.
O educado servidor da ENEL perguntou ao sacristão se sua residência tinha ar-condicionados, chuveiros elétricos e ferro de engomar, utensílios estes que sempre aumentam o consumo diário.
“Não tenho nada disso”, cuidou de explicar.
Em visita ao domicílio sugerido para diligência pessoal do servidor da ENEL, restou esclarecido que de fato não tinham ar-condicionados, chuveiros elétricos e nem outros aparelhos capazes de aferir uma energia tão vultosa.
“Icó está muito quente e não tenho ar-condicionado para poupar energia, mas para esfriar a casa um pouco, senhor. Eu deixo a porta da geladeira e do congelador abertas a noite inteira”, esclareceu Zé Wellington.
E o servidor, em seu relatório, restou fácil atestar o tamanho e o motivo do valor da conta na residência do sacristão.
Fabrício Moreira da Costa
Advogado e contista




