Quixeramobim, no Sertão Central, tem vivido dias de insegurança com a quantidade de furtos e roubos que estão ocorrendo na cidade. O assunto está em evidência há dias e tem trazido um clima de tensão para os munícipes, que se veem ameaçados diante da onda crescente de criminalidade.
As ações têm se concentrado, principalmente, na zona rural da cidade, onde a cobertura de segurança é menor. Somente do dia 20 ao dia 27 de julho, foram furtados porcos e peixes, além de ter sido registrado o assalto de uma motocicleta no Distrito de Passagem.
Ainda neste mês de julho, até mesmo um equipamento público, o Memorial Antônio Conselheiro, foi alvo de ação criminosa, onde uma das janelas foi arrombada e uma garrafá de café e uma sanduicheira foram levadas do local.
A cidade, apesar de possuir mais de 80 mil habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não conta com Delegacia 24 horas, sendo necessário realizar os procedimentos cabíveis na Delegacia Regional de Quixadá. Destaca-se, também, que o efetivo policial da cidade foi reduzido nos últimos anos, evitando maior cobertura de segurança, considerando que esta é a maior cidade da região do Sertão Central em extensão territorial e a segunda em termos populacionais.
“A zona rural de Quixeramobim, há tempos, precisa de atenção quando se fala em segurança. […] O que não se pode é fechar os olhos para a realidade da violência que piora a cada dia. Saudades da paz que tinha o meu interior”, disse um quixeramobinense em desabafo nas redes sociais.
Repórter Ceará




