Home Geral Igreja Betesda do Ceará se posiciona contra Bolsonaro e atos antidemocráticos

Igreja Betesda do Ceará se posiciona contra Bolsonaro e atos antidemocráticos

Nesse sábado, 4, a Igreja Betesda do Ceará se posicionou em defesa da democracia em carta aberta divulgada através de suas redes sociais. O documento faz referência ao feriado de 7 de setembro e os riscos dos discursos do presidente Jair Bolsonaro e de seus apoiadores, apontando que “há indícios de que um novo golpe de Estado está em andamento”.

“Grupos políticos com discurso de extrema-direita, evangélicos com demandas morais conservadoras e quadros das Forças Armadas, associam-se nas ameaças à democracia brasileira e suas instituições. A despeito de o atual projeto político ter chegado ao poder pelas eleições gerais. Esses grupos demonstram partilhar do programa autoritário de poder, colocando sob suspeita as instituições democráticas, tais como o STF, o Congresso Nacional e o processo eleitoral brasileiro”, destaca a nota.

O colegiado de pastores e pastoras ressalta que optou por uma postura de isenção política, no entanto, diante do crescimento de discursos autoritários por forças políticas do Governo Federal e de instituições religiosas, se viu a necessidade de posicionamento: “O silêncio agora seria condescendência. Por isso nosso posicionamento contra os retrocessos promovidos pela política autoritária e impopular do Presidente Jair Messias Bolsonaro.”

“O Evangelho não se sujeita a um projeto institucional de poder, mas não deixa de se traduzir em consciência política e indignação frente à injustiça e às ameaças ao estado democrático de direito. Condenamos a evidente aliança entre pastores, pastoras e igrejas evangélicas com o projeto político que levou ao poder o atual Presidente da República”, diz um trecho da carta.

A instituição ainda destaca a importância da resistência: “A Igreja Betesda do Ceará não abre mão da espiritualidade de Jesus de Nazaré, seu mestre e testemunho; uma espiritualidade de resistência, portanto com posicionamentos historicamente vinculados à luta contra a pobreza, à promoção dos direitos humanos, à defesa ampla da liberdade de expressão e de culto, ao lado de minorias e suas lutas pela vida e por dignidade, tais como a comunidade LGBTQIA+, os povos indígenas e quilombolas, as pessoas negras e as mulheres. Engajamento que têm na democracia o chão de suas lutas.”

“Reputamos como escandalosa a adesão de evangélicos a um projeto autoritário, que se funda sobre o medo e a incerteza, às custas de teorias da conspiração, negacionismo e distorções mentirosas da realidade; tanto quanto o discurso que faz do armamento da população a garantia violenta de liberdade”, reforça a instituição.

A carta é assinada por Anderson Garcêz, Célia Aderaldo, Elienai Cabral Jr, Francisco Chagas, Francisco Eudes Venâncio, Gilmar Pacífico, Izaias Alves, James Cley, Jansen Viana, Johny Loiola, José Maria Uchôa, Leny Brito, Leonardo Cruz, Marcelo Filho, Marcelo Gomes, Márcio Cardoso, Mardes Silva, Mônica Moreira e Otacílio Pontes.

Repórter Ceará

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