O deputado federal eleito André Fernandes (PL-CE) se tornou alvo de inquérito que investiga os atos terroristas em Brasília que foram registrados no dia 8 de janeiro. O pedido de abertura foi feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu ao pedido através do ministro Alexandre de Moraes.
A investigação será realizada pela Polícia Federal. André deve prestar depoimento em até 60 dias para a corporação. Nesse processo, os investigadores poderão efetuar diligências em busca de eventuais provas.
Além de André, as deputadas bolsonaristas Clarissa Tércio (PP-PE) e Silvia Waiãpi (PL-AP) também serão investigadas em outros inquéritos. Os três são suspeitos dos crimes de “terrorismo, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, ameaça, perseguição e incitação ao crime”, tendo como base as postagens feitas pelos parlamentares bolsonaristas nas redes sociais antes e durante as invasões à sede dos Três Poderes.
O Ministério Público Federal entendeu que as mensagens divulgadas antes e durante os atos em Brasília podem configurar incitação pública à prática de crime e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.
Postagens de André
No dia 6 de janeiro, o deputado convocou os bolsonaristas para “ato contra o governo Lula” em Brasília. A ação resultou em terrorismo, com a invasão da sede dos Três Poderes.
“Neste final de semana acontecerá, na Praça dos Três Poderes, o primeiro ato contra o governo Lula. Estaremos lá”, disse o deputado através de sua conta no Twitter.
Após a invasão ao STF, André postou nas redes sociais a imagem da porta do gabinete com o nome do ministro Alexandre de Moraes, com a seguinte legenda: “Quem rir vai preso”.
As postagens foram apagadas nos perfis de André Fernandes após a repercussão negativa dos atos golpistas em Brasília, no entanto, prints foram registrados e comprovam os tuítes de Fernandes. Ele também alterou o link de identificação no Twitter, o que remove o selo de conta verificada da rede social.
Repórter Ceará (Foto: Júnior Pio/AL-CE)
