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Larissa Gaspar denuncia fechamento de hospitais em Fortaleza

A deputada Larissa Gaspar (PT) denunciou, no primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Ceará, 14, o fechamento de hospitais públicos de Fortaleza.

De acordo com a parlamentar, a população está assistindo a um verdadeiro desmonte da saúde pública. “Primeiro tivemos o fechamento do Gonzaguinha de Messejana sem qualquer debate com a população. Vereadores apelaram à prefeitura para que não fechassem e lamentavelmente o prefeito Sarto não atendeu, deixando milhares de pessoas sem atendimento. Posteriormente, chegam denúncias de fechamento de emergências do Gonzaguinha da Barra do Ceará e Gonzaguinha Nossa Senhora Aparecida, no Conjunto Ceará”, relatou.

Larissa apontou ainda que a situação se repete em relação aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do município. “Não bastasse uma fila de espera absurda para atendimento, ainda se encontram sem médicos, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e medicamentos. Como vamos dar conta da saúde mental se falta tudo? O público infantil, então, só conta com dois Caps. É preciso ampliar esse serviço com urgência”, cobrou.

A parlamentar informou que os acordos entre o Executivo municipal e as instituições filantrópicas de saúde não estão sendo cumpridos. “A Prefeitura de Fortaleza não está fazendo os repasses para as instituições filantrópicas. Por conta disso, entramos com uma representação no Ministério Público, provocando a prefeitura a prestar os esclarecimentos adequados. Nossa saúde está sendo negligenciada, e o prefeito é um médico. Imagina se não fosse”, lamentou.

A deputada destacou ainda dois projetos de lei de autoria dela que iniciaram a tramitação na Casa nessa terça-feira. O de n° 149/23 trata do enfrentamento ao desperdício de alimentos por bares e restaurantes e o de n° 185/23 trata da dignidade menstrual. “No primeiro, sugerimos aos bares e restaurantes, com alimentos excedentes aptos a serem consumidos, que possam doar a instituições e cooperativas para saciar a fome de quem precisa”, observou. Já o segundo visa garantir dignidade menstrual para muitas mulheres que não têm acesso ao absorvente higiênico e outras estruturas. “Pode ser banal para nós, que temos uma realidade melhor, mas para a maioria não é. Muitas meninas perdem até 45 dias de aula por não conseguirem assegurar sua higiene durante o período menstrual”, assinalou.

Em aparte, a deputada Jô Farias (PT) parabenizou a deputada pela iniciativa do projeto de dignidade menstrual e afirmou que essa já é uma política pública no município de Horizonte. “Antes não podíamos falar sobre esse assunto, pois era considerado feio. Mas é urgente a necessidade de garantir a meninas e mulheres essa dignidade íntima, e foi o que fizemos em Horizonte. Lá as alunas do ensino público e mulheres do cadastro único recebem dois pacotes de absorvente por mês”, afirmou.

Já o deputado Antônio Henrique (PDT) frisou que Fortaleza é a única capital do Nordeste com 11 hospitais, o que gera um alto custo para atender a toda demanda não só da sua população, mas de outras cidades. “Somente o IJF atende 49% da população que vem do interior e tem o custo altíssimo de R$ 46 milhões. Ano passado recebemos repasse de apenas R$ 6 milhões do Estado. Mais preocupante ainda é sabermos que o repasse esse ano reduzirá”, pontuou.

Repórter Ceará (Foto: Junior Pio)

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