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Trio acusado de tentativa de chacina em Quixadá vai a julgamento em abril deste ano

No dia 4 de abril deste ano será realizado o julgamento de três homens acusados de uma tentativa de chacina contra sete familiares de Francisco Weriken Alves Marques, que era sepultado em um cemitério de Quixadá, no Sertão Central, dois dias depois de ser morto. O caso ocorreu em março de 2013. A informação é do Diário do Nordeste.

Inicialmente, somente Fernando de Oliveira Serafim e Morone Oliveira Lopes seriam julgados no dia 4. No entanto, o 2ª Vara do Júri de Fortaleza, responsável por julgar o caso, também marcou o julgamento de Raimundo Fagner Gonçalves para o mesmo dia, para as 9h30.

Os três serão julgados por sete tentativas de homicídio qualificado (mediante paga ou promessa de recompensa, por meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima), associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

Em 6 de dezembro de 2022, um quarto acusado pelos crimes foi condenado a 32 anos e 11 meses de prisão. Porém, a Justiça extinguiu a pena do réu e mandou soltá-lo, dez dias depois da condenação, por considerar a sua menoridade na data da ação criminosa, após pedido de revisão da defesa.

O processo criminal teve desaforamento (transferência) decretado pelo Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) para a Comarca de Fortaleza, devido “a existência de dúvida sobre a imparcialidade do Conselho de Sentença local (de Quixadá), visto o temor da comunidade em razão do elevado grau de periculosidade dos réus”.

Na denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) consta que oito homens, divididos em quatro motocicletas e armados com revólveres e pistolas, participaram do ataque a familiares de Francisco no dia 12 de março de 2013. “As vítimas, porém, quer por que conseguiram se evadir, que por que tenham sido prontamente socorridas, não vieram à óbito”, disse o órgão.

O assassinato de Francisco e a tentativa de chacina contra sua família foram motivadas por retaliação, de acordo com o MPCE, a duas tentativas de homicídios, em um guerra entre grupos criminosos pelo domínio do tráfico de drogas, em Quixadá.

Repórter Ceará

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