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1 Minuto com Sérgio Machado: Queda de braço no comando do PDT: qual lado será o mais forte?

A disputa interna no PDT do Ceará chegou a um ponto sem volta. A ala liderada pelo senador Cid Gomes se reuniu nesta quarta-feira, 8, e decidiu que cerca de 50 prefeitos, 10 deputados estaduais, 4 deputados federais e 2 suplentes de deputados federais vão deixar o partido. A decisão é uma resposta à intervenção do diretório nacional do PDT, que dissolveu a executiva estadual comandada por Cid. O grupo dele alega que está sendo desrespeitado pelo outro, que defende que o diretório esteja sob comando do deputado federal André Figueiredo.

O atrito entre os irmãos Cid e Ciro Gomes já vem se arrastando há alguns anos, mas ganhou força nas eleições de 2022, quando o PDT lançou Roberto Cláudio, apoiado por Ciro, como candidato ao governo do Ceará. A candidatura de Roberto Cláudio rompeu uma aliança de 16 anos com o PT, que apoiava a reeleição de Izolda Cela.

Essa disputa interna pode causar um grande impacto no partido no Ceará. A ala de Cid Gomes é majoritária no estado e, saindo do partido, leva consigo uma grande parcela dos votos do PDT. O diretório nacional do PDT tem a prerrogativa de dissolver o diretório estadual, mas o grupo de Cid pode recorrer à Justiça Eleitoral. Ainda é cedo para dizer qual lado sairá vitorioso, mas a tendência é que esse confronto se arraste ainda por algum tempo, causando desgaste para o partido no Ceará e no âmbito nacional.

Tudo isso envolve mais do que uma simples questão de poder. Está em jogo o futuro do partido no estado, que é um dos mais importantes do Nordeste. O PDT é uma das principais forças políticas do Ceará e, se a ala de Cid Gomes sair do partido, o PT pode se tornar a principal força na disputa eleitoral no estado, causando também um impacto nacional com possível racha na oposição.

Foto: Tapis Rouge

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