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Reflexão sobre o Dia do Médico Oncologista e o desafio do câncer no Brasil

A data expõe uma contradição gritante: diante da magnitude do problema, persistem graves lacunas nas políticas públicas integradas de prevenção (primária e secundária) em todas as esferas governamentais (federal, estadual e municipal)

Foto: iStock

Celebrar o Dia do Médico Oncologista (9 de julho) é um tributo necessário à dedicação desses profissionais contra o câncer, principal causa de morte no Brasil. Contudo, a data expõe uma contradição gritante: diante da magnitude do problema, persistem graves lacunas nas políticas públicas integradas de prevenção (primária e secundária) em todas as esferas governamentais (federal, estadual e municipal). Essa realidade, que perdura mesmo após o Estatuto da Pessoa com Câncer (Lei 14.238/2021), transforma a jornada de pacientes vulneráveis num percurso árduo, marcado por dificuldades de acesso, demoras e angústia. A ausência de campanhas massivas e consistentes configura uma falha estrutural que alimenta esta epidemia silenciosa.

Essa negligência é escandalosamente visível em contextos locais, como Quixadá. A promessa eleitoral do prefeito (e médico) Ricardo Silveira de trazer o ICC (Instituto do câncer do Ceará) e soluções concretas evaporou após as eleições, num ciclo perverso de esperanças frustradas e “amnésia” conveniente. O município enfrenta altos índices de câncer de próstata, mama e pele, mas carece de campanhas preventivas robustas da Secretaria de Saúde. Urge que a mídia local (Imprensa falada e escrita) assuma papel ativo, dedicando espaço não só para cobrar o poder público, mas principalmente para educar maciçamente a população: câncer detectado cedo tem alta chance de cura. A omissão em prevenção e acesso é uma escolha política com custos humanos imensuráveis. A justa homenagem aos oncologistas exige pressão coletiva por ações concretas que efetivamente salvem vidas.

“O câncer não vota, mas ele pode eleger qualquer pessoa.” (Wanderley Barbosa)

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