O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama Cilia Flores serão processados pela Justiça dos Estados Unidos após terem sido capturados durante uma ação militar conduzida por forças norte-americanas. A informação foi confirmada neste sábado, 3, pela procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, que classificou a operação como um marco na política de combate ao narcotráfico internacional.
De acordo com Bondi, o casal foi formalmente indiciado no Distrito Sul de Nova York. No caso de Maduro, pesam acusações de conspiração para narcoterrorismo, tráfico internacional de cocaína, posse de armamento pesado, incluindo metralhadoras e explosivos, além de associação criminosa voltada a ataques contra os Estados Unidos. As acusações específicas contra Cilia Flores não foram detalhadas pelas autoridades americanas.
Em publicação nas redes sociais, a procuradora-geral afirmou que o presidente venezuelano “enfrentará toda a força da Justiça americana em solo americano”, ressaltando o caráter exemplar do processo. Ela também agradeceu publicamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e às Forças Armadas norte-americanas pela condução da operação, que descreveu como “bem-sucedida” e decisiva no enfrentamento ao que chamou de organizações criminosas internacionais.
A ação provocou reação imediata do governo venezuelano. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, repudiou a presença de tropas estrangeiras no território do país, classificando a ofensiva como “vil e covarde”, e apelou por apoio da comunidade internacional diante do que considera uma violação da soberania nacional.




