Começa oficialmente neste domingo, 1º de fevereiro, a quadra chuvosa do Ceará, o principal período de precipitações no estado, tradicionalmente compreendido entre fevereiro e maio e crucial para a recarga de açudes, agricultura e abastecimento de água. Diferentemente das chuvas observadas em dezembro e janeiro, o chamado período de pré-estação chuvosa, este quadrimestre representa o coração do regime pluviométrico cearense.
O prognóstico para os primeiros três meses da quadra chuvosa, elaborado pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), sinaliza um cenário de chuvas irregulares e com probabilidade de estar abaixo ou dentro da média histórica. Segundo o órgão, há 40% de chances das chuvas ficarem abaixo da média, 40% dentro da média e apenas 20% acima da média.
Essa combinação de incertezas climáticas decorre principalmente das condições climáticas: enquanto o fenômeno La Niña, que normalmente favorece chuvas no Nordeste, tem enfraquecido e o Pacífico Equatorial tem demonstrado para neutralidade ou aquecimento de suas águas (El Niño), o Oceano Atlântico assume papel de destaque na definição da intensidade das precipitações. De acordo com o presidente da Funceme, Eduardo Sávio, é o Atlântico que vai definir a qualidade da quadra chuvosa.
A posição da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de chuvas no Estado de fevereiro a maio, depende diretamente de onde o Atlântico está mais aquecido, sendo necessário que ele aqueça do Equador para o Sul para que traga chuvas para o Nordeste brasileiro.
Para os profetas da chuva, a avaliação predominante é de que o inverno de 2026 deve variar entre fraco e intermediário, com uma inclinação maior para um cenário considerado regular. Mesmo entre os mais cautelosos, há consenso de que o período de chuvas mais relevantes deve ocorrer entre os meses de março, abril e maio.




