Vivemos no semiárido nordestino e, durante muito tempo, choramos a escassez d’água, que tem como consequência a seca que assola os destinos de nossos irmãos sertanejos.
Daí se sabe que, apesar de tudo, somos um povo decente e trabalhador, que com poucos minutos de chuva se alegra e se fortalece, assim como com a simples brisa dos ventos que cortam o Ceará de ponta a ponta.
Diante deste preâmbulo, a esperança sempre nos surge também por meio daqueles que trabalham em prol de nossa gente, com o conhecimento de quem sabe percorrer estes sertões em todos os seus quadrantes e faz da política um verdadeiro sacerdócio.
Sem perder o rumo do riscado, misturando política plural e responsável com seca, com terra e com destino, sempre ouvi também o velho jargão de que, “em se plantando, tudo dá”.
Daí, apesar de ser a grande temática do momento, lembrei que não existe plantação apenas na terra, onde germinam os frutos e o pão nosso de cada dia.
Plantam-se também nos meios de comunicação, nos jornais, rádios e televisões, onde os frutos surgem em forma de boatos, intrigas, conflitos e divergências.
Quase sempre, trata-se do “ativismo de poucos”, que, por trás das cortinas, como se fossem mágicos, insistem em semear versões, narrativas e conveniências, esperando tirar algum proveito das próprias invenções.
Faço estes prolegômenos porque plantam notícias em todo o Ceará, anunciando aos quatro ventos supostas movimentações políticas que, na verdade, se misturam em tamanho volume de informações, versões e contrapontos, que nem Edmilson Macumbeiro, do Alto da Cooperativa em Icó, se vivo fosse, conseguiria profetizar onde termina a verdade e onde começa a mentira.
Essas histórias político-partidárias plantadas desgastam os pseudo plantadores de plantão e também aqueles que adubam a terra com a mentira e o egoísmo, sempre em proveito próprio, diante de um debate que deveria pertencer às mulheres e aos homens de bem do meu Ceará.
No fim das contas, o que vale mesmo é a luta das ideias.




