Home Fabrício Moreira da Costa Na terra e na política, nem tudo que se planta colhe

Na terra e na política, nem tudo que se planta colhe

Plantam-se também nos meios de comunicação, nos jornais, rádios e televisões, onde os frutos surgem em forma de boatos, intrigas, conflitos e divergências. Quase sempre, trata-se do "ativismo de poucos", que, por trás das cortinas, como se fossem mágicos, insistem em semear versões, narrativas e conveniências, esperando tirar algum proveito das próprias invenções

Foto: Reprodução

Vivemos no semiárido nordestino e, durante muito tempo, choramos a escassez d’água, que tem como consequência a seca que assola os destinos de nossos irmãos sertanejos.

Daí se sabe que, apesar de tudo, somos um povo decente e trabalhador, que com poucos minutos de chuva se alegra e se fortalece, assim como com a simples brisa dos ventos que cortam o Ceará de ponta a ponta.

Diante deste preâmbulo, a esperança sempre nos surge também por meio daqueles que trabalham em prol de nossa gente, com o conhecimento de quem sabe percorrer estes sertões em todos os seus quadrantes e faz da política um verdadeiro sacerdócio.

Sem perder o rumo do riscado, misturando política plural e responsável com seca, com terra e com destino, sempre ouvi também o velho jargão de que, “em se plantando, tudo dá”.

Daí, apesar de ser a grande temática do momento, lembrei que não existe plantação apenas na terra, onde germinam os frutos e o pão nosso de cada dia.

Plantam-se também nos meios de comunicação, nos jornais, rádios e televisões, onde os frutos surgem em forma de boatos, intrigas, conflitos e divergências.

Quase sempre, trata-se do “ativismo de poucos”, que, por trás das cortinas, como se fossem mágicos, insistem em semear versões, narrativas e conveniências, esperando tirar algum proveito das próprias invenções.

Faço estes prolegômenos porque plantam notícias em todo o Ceará, anunciando aos quatro ventos supostas movimentações políticas que, na verdade, se misturam em tamanho volume de informações, versões e contrapontos, que nem Edmilson Macumbeiro, do Alto da Cooperativa em Icó, se vivo fosse, conseguiria profetizar onde termina a verdade e onde começa a mentira.

Essas histórias político-partidárias plantadas desgastam os pseudo plantadores de plantão e também aqueles que adubam a terra com a mentira e o egoísmo, sempre em proveito próprio, diante de um debate que deveria pertencer às mulheres e aos homens de bem do meu Ceará.

No fim das contas, o que vale mesmo é a luta das ideias.

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