Uma pesquisa divulgada pela revista Veja, em artigo do jornalista José Casado, revela um dado preocupante para o cenário eleitoral brasileiro: o alto índice de imagem negativa de lideranças políticas que disputam ou têm potencial de influência nas próximas eleições. O levantamento, realizado pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, mostra um eleitorado cada vez mais crítico e insatisfeito com figuras centrais da vida pública nacional.
Entre os nomes avaliados, o presidente da Câmara, Hugo Motta, aparece com o maior índice de avaliação negativa, superando a marca de 80% de rejeição. Em seguida surge o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também com percentual elevado de desaprovação, o que evidencia desgaste significativo do Congresso Nacional perante a opinião pública.
A pesquisa também aponta rejeição expressiva a figuras do Executivo e do núcleo político mais próximo do poder. A primeira-dama Rosângela Silva aparece com mais da metade dos entrevistados declarando imagem negativa. No campo da direita, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro mantêm índices elevados de rejeição. Já no governo federal, o ministro da Fazenda Fernando Haddad também registra percentual significativo de avaliação desfavorável, assim como o deputado Nikolas Ferreira.
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva figura na lista com índice relevante de rejeição, reforçando o ambiente de polarização que marca a política brasileira nos últimos anos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro igualmente aparece com avaliação negativa expressiva, demonstrando que o desgaste não se restringe a um único campo ideológico.
O retrato que emerge do levantamento é o de uma sociedade desconfiada e exigente, que demonstra pouca tolerância com lideranças tradicionais e sinaliza que a rejeição poderá ser fator decisivo na definição das estratégias eleitorais. Em um cenário de polarização consolidada, a imagem pública passa a ser ativo central na disputa política.




