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PF investiga conexões de ex-CEO do Banco Master com políticos e suspeita de esquema de propina

Apuração aponta circulação de milhões de reais e transferências envolvendo empresários, empresas e consultorias ligadas a figuras políticas

Foto: Paulo Mocofaya/Agência ALBA

As investigações envolvendo o Banco Master avançam na tentativa de esclarecer possíveis ligações entre o ex-CEO da instituição, Augusto Lima, e agentes políticos. Segundo relatos obtidos pelos investigadores, Lima teria operado um esquema de pagamento de propina que envolveria a entrega de malas de dinheiro na sede do banco, em São Paulo, além de repasses feitos a empresas que supostamente teriam políticos como sócios ocultos.

A Polícia Federal identificou que parte do caminho percorrido pelo dinheiro passa por uma empresa atualmente registrada em nome da esposa de um secretário estadual. Esse secretário, de acordo com as apurações, possui vínculos familiares com uma liderança influente do PT.

Natural da Bahia, Augusto Lima construiu sua trajetória empresarial a partir de conexões políticas no estado. Informações obtidas após a quebra de sigilo de Daniel Vorcaro ajudaram os investigadores a mapear a movimentação financeira relacionada à operação baiana do Banco Master.

De acordo com os dados analisados, em 19 de junho de 2023 Vorcaro recebeu aproximadamente R$ 3 milhões do empresário baiano Miguel Luiz Rosário Lorenzo. Cerca de um mês depois, em 14 de julho do mesmo ano, a empresa MCR Patrimonial Ltda., ligada a Lorenzo, realizou uma nova transferência, desta vez de R$ 30,6 milhões ao banqueiro.

Em nota, a MCR Patrimonial e o empresário Miguel Luiz Rosário Lorenzo afirmaram que os valores mencionados dizem respeito exclusivamente à compra de um imóvel realizada em 2023. Segundo a empresa, a transação foi regular, devidamente documentada e compatível com os valores de mercado, sem qualquer relação com as investigações em curso. A empresa também declarou não ser alvo de investigação nem ter recebido notificação de autoridades.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também indicaram que uma empresa pertencente ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), recebeu R$ 3,6 milhões provenientes do Banco Master e da instituição financeira Reag. O ex-prefeito afirmou que os valores correspondem a serviços de consultoria prestados ao banco.

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