O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) realizou, na manhã desta quinta-feira, 26, uma operação contra um grupo investigado por montar um esquema de falsificação de documentos públicos. A ação ocorreu em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, onde foram cumpridos mandados em imóveis ligados aos suspeitos.
Batizada de Operação Verticilo, a ofensiva é conduzida pela 144ª Promotoria de Justiça de Fortaleza, com apoio da Polícia Civil do Ceará. Durante as diligências, agentes recolheram celulares e diversos documentos, que agora passam por análise e podem ajudar a ampliar o alcance das investigações.
Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava documentos falsificados, como RG, CPF, certidões e registros civis, para criar identidades múltiplas. A partir disso, os investigados conseguiam acessar serviços financeiros, abrir contas bancárias, contratar empréstimos e adquirir bens de forma fraudulenta.
No esquema, eram usadas impressões digitais manipuladas para validar os documentos. As apurações indicam que os suspeitos recorriam a técnicas avançadas de adulteração biométrica, com possível interferência em sistemas oficiais de identificação civil.
O prejuízo estimado com as fraudes gira em torno de R$ 165 mil, atingindo tanto órgãos públicos quanto terceiros. Para o MPCE, a prática representa uma ameaça direta à confiabilidade dos sistemas de identificação e à segurança jurídica.
O nome Operação “Verticilo” faz referência a um dos tipos fundamentais de impressão digital no sistema de classificação datiloscópica de Vucetich, uma alusão direta ao modo de atuação do grupo, que utilizava impressões digitais como elemento central para a confecção dos documentos falsificados.
