O pastor evangélico Alan Pereira Vicente, de 38 anos, preso na última quinta-feira, 7, sob suspeita de abusar sexualmente de mulheres da igreja que comandava em Fortaleza, teria usado supostos rituais de cura espiritual para convencer vítimas a se submeterem aos abusos. A prisão foi mantida após audiência de custódia realizada pela Justiça Estadual na sexta-feira, 8. A informação é do Portal g1.
Uma das denunciantes, uma estudante de 27 anos, acusa o religioso de estupro e afirma que ele dizia ter identificado um tumor em seu útero, alegando que precisava “retirá-lo” para evitar a morte da jovem. Segundo o relato, o pastor mencionava casos semelhantes para provocar medo e convencer a vítima a participar de encontros em uma sala da igreja.
Durante esses momentos, conforme a denúncia, Alan Pereira pedia que a mulher retirasse as roupas íntimas e realizava toques íntimos sob o argumento de que estaria removendo o suposto problema de saúde.
A vítima também relatou que, em outra ocasião, encontrou o pastor no Centro de Fortaleza, onde ele trabalhava como segurança. Após oferecer uma carona de moto, o suspeito teria mudado o trajeto e levado a jovem para um motel. Mesmo após a recusa da mulher, ela afirma ter sido violentada e pressionada a não denunciar o caso.
“Ele falou que eu tinha câncer, fez orações por mim. Foi depois do estupro que eu entendi que tudo era abuso”, disse a jovem em entrevista à TV Verdes Mares.
Segundo a denunciante, o caso foi comunicado à direção da igreja em março deste ano. O pastor acabou expulso da instituição em abril, mas, antes disso, teria passado a difamá-la diante de outros integrantes da congregação.
Outra vítima, uma dona de casa de 20 anos, contou que o líder religioso dizia que precisava retirar “pregos e agulhas” de dentro do corpo dela após a jovem relatar complicações em uma cirurgia do parto.
De acordo com o depoimento, o pastor começou a insistir em visitas à residência da mulher para tratar supostos problemas espirituais. Em um dos encontros, ele teria pedido que a vítima deixasse a filha recém-nascida em outro cômodo antes de iniciar os abusos.
A mulher afirma que Alan Pereira alegava que ela possuía “uma bola de carne” dentro do corpo e utilizava passagens bíblicas para justificar os atos. Mesmo após a resistência da vítima, o suspeito teria insistido que ela desenvolveria câncer e morreria caso não aceitasse o procedimento.
Ainda conforme o relato, o homem chegou a mostrar um pedaço de agulha, afirmando que precisaria retirar outra parte que estaria dentro do corpo da vítima. A denunciante afirma que sofreu violência sexual durante os encontros, que ocorreram por três dias consecutivos.
No quarto dia, ela se recusou a continuar os supostos rituais e deixou de frequentar a igreja após os episódios.




