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Ex-prefeito de Nova Olinda e PM são alvos de operação em investigação de duplo homicídio no Cariri

Os investigadores apontam que o caso envolve uma ligação complexa entre a vítima e pessoas investigadas na operação

Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

As forças de segurança realizaram, na manhã desta quarta-feira, 27, uma operação em municípios do Cariri cearense para investigar a morte do comerciante Ronaldo Nunes, conhecido como “Ronaldo do Mercantil”. A ofensiva ocorreu nas cidades de Juazeiro do Norte, Nova Olinda e Porteiras.

Cerca de 50 agentes participaram da ação, que cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos no curso da investigação. Entre os alvos estão o ex-prefeito de Nova Olinda, Ítalo Brito Alencar, além do comandante do destacamento da Polícia Militar do município.

O crime ocorreu em novembro do ano passado e também deixou morto um mototaxista que passava pela região no momento do ataque.

De acordo com as investigações, criminosos invadiram a residência do comerciante utilizando uma caminhonete. Após derrubarem o portão do imóvel, os suspeitos efetuaram vários disparos contra Ronaldo Nunes. Na fuga, um mototaxista também foi morto.

Os investigadores apontam que o caso envolve uma ligação complexa entre a vítima e pessoas investigadas na operação. Antes de ser assassinado, Ronaldo havia sido preso por suspeita de participação em um suposto plano para matar o então prefeito de Nova Olinda.

Um celular da vítima, que os executores jogaram em uma piscina para destruir provas, foi recuperado ainda funcionando pela polícia. A análise do material armazenado no celular ajudou no aprofundamento da investigação que resultou na operação desta quarta-feira.

Em nota, a defesa de Ítalo Brito informou que recebeu a medida judicial com surpresa e afirmou que ainda não teve acesso integral ao conteúdo do inquérito. Os advogados disseram que só irão se manifestar de forma mais detalhada após conhecer os fundamentos da decisão.

“Especialmente porque, até o presente momento, não teve acesso integral aos autos da investigação e aos fundamentos que embasaram a decisão judicial”, disse a defesa de Ítalo.

A defesa também declarou confiar no trabalho das instituições e afirmou esperar que os fatos sejam esclarecidos ao longo da investigação.

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