O senador Cid Gomes (PSB) e a deputada federal Luizianne Lins (Rede) conversaram, recentemente, sobre uma possível dobradinha para o Senado. Em outras palavras, trataram sobre a possibilidade dos dois serem os nomes da chapa majoritária da base governista a disputarem a Casa Alta do Congresso Nacional. A informação da ligação foi revelada pelo jornalista Henrique Araújo, do O POVO, mas a cogitação do nome da deputada para disputar o cargo já corre os bastidores da política há algumas semanas.
Luizianne deixou o PT no fim da janela partidária deste ano. Nome histórico dentro do partido, ela já foi prefeita de Fortaleza. A deputada possui boa relação com Cid desde o período em que governou a capital cearense, mesma época em que o Ferreira Gomes era governador do Ceará.
O nome da parlamentar já era cotado entre os possíveis para disputar o Senado desde antes de deixar o PT. Pouco tempo após sua filiação, essa possibilidade ganhou mais fôlego. No entanto, Luizianne ainda não decidiu se brigará para ser candidata ao Senado pela base governista ou não, já que sua reeleição para a Câmara dos Deputados é dada como certa e poderia aumentar a bancada do Rede Sustentabilidade na Casa.
Outro ponto é que Eunício Oliveira também é pré-candidato ao Senado. Em 2022, ele foi candidato a deputado federal e venceu, mas seu partido compôs a chapa majoritária, com Jade Romero na vice. Hoje, Jade deixou o partido, se filiou ao PT e é pré-candidata à Assembleia Legislativa do Ceará.
Eunício tem intensificado sua agenda no interior do Estado e reforça que é pré-candidato ao Senado sempre que concede entrevistas.
Nesse contexto, o governador Elmano de Freitas (PT) citou, recentemente, que a composição da chapa majoritária governista será discutida com todos os partidos da base, incluindo Eunício, Luizianne e Chiquinho Feitosa (Republicanos).
Quanto a Cid, ele já mostrou disposição para disputar a reeleição ao Senado e é defendido publicamente por Elmano e pelo senador Camilo Santana (PT) para compor a chapa. As tratativas, porém, passam por condições impostas pelo ex-governador e também pelo deputado federal Júnior Mano (PSB), que é pré-candidato ao Senado e ainda não sinalizou que desistiu da vaga.
