As autoridades dos Estados Unidos prenderam o brasileiro Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como “Don” e apontado como ex-líder das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). A informação foi divulgada nessa segunda-feira, 15, pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE).
Segundo o órgão, a prisão ocorreu em 5 de junho, durante uma abordagem de trânsito na Carolina do Norte. Na ocasião, os agentes identificaram que Aquilla estava em situação migratória irregular no país e que havia contra ele um mandado de prisão internacional expedido no Brasil.
De acordo com o relato das autoridades norte-americanas, o brasileiro tentou escapar da fiscalização, dando início a uma perseguição. Durante a tentativa de fuga, bateu o veículo em carros que estavam parados no trânsito e depois tentou fugir a pé, mas acabou capturado.
No carro utilizado por Aquilla, os policiais encontraram celulares, notebooks, dinheiro e uma pistola calibre 9 milímetros.
Em comunicado, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) afirmou que Aquilla “anteriormente serviu como comandante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV)”. O órgão também informou que dados de inteligência apontavam que ele estaria mantendo a própria esposa contra a vontade dela enquanto se preparava para fugir para o México.
Após a detenção, o brasileiro foi encaminhado para uma prisão na Carolina do Norte, onde responde por acusações estaduais relacionadas à fuga para evitar a prisão. Além disso, as autoridades investigam possíveis crimes de posse de arma de fogo por estrangeiro e sequestro. O ICE também registrou uma detenção contra ele.
A divulgação do caso coincidiu com a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida foi adotada pelo Departamento de Estado, que descreve as duas facções como os grupos mais violentos do Brasil e com influência além das fronteiras do país.
Com essa designação, PCC e Comando Vermelho passam a integrar oficialmente a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês), que reúne mais de 90 grupos, entre eles Estado Islâmico, Al-Qaeda, Hamas e cartéis latino-americanos.
