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Romeu Zema rejeita aproximação da direita com Ciro Gomes e reforça apoio a Girão no Ceará

Na visão do governador, o Estado está entre os mais impactados pela violência e demandaria uma atuação federal ampliada para auxiliar no combate às facções e aos índices de criminalidade

Em visita ao Ceará neste sábado, 4, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o Estado necessita de um apoio mais efetivo da União para enfrentar os desafios relacionados à segurança pública. A declaração foi feita durante entrevista concedida à rádio O POVO CBN.

Apontado como possível candidato à Presidência da República em 2026, Zema avaliou que o avanço da criminalidade no Ceará exige medidas mais contundentes por parte do Governo Federal. Na visão do governador, o Estado está entre os mais impactados pela violência e demandaria uma atuação federal ampliada para auxiliar no combate às facções e aos índices de criminalidade.

Durante a entrevista, o gestor mineiro também comentou sobre a situação de Fortaleza, afirmando ter percebido problemas urbanos em diferentes áreas da Capital, como imóveis sem ocupação, acúmulo de resíduos e sinais de degradação em alguns espaços públicos.

Ao abordar o cenário político nacional, Zema falou sobre a movimentação dos grupos de direita para as eleições de 2026. Sem mencionar lideranças específicas, disse não concordar com aproximações de setores conservadores com nomes que, segundo ele, possuem histórico político ligado a pautas da esquerda.

O governador reafirmou ainda apoio ao senador Eduardo Girão como pré-candidato ao Governo do Ceará. Para Zema, o parlamentar representa uma alternativa para promover mudanças na administração estadual.

Na área econômica, o chefe do Executivo mineiro defendeu a redução dos tributos incidentes sobre a conta de energia elétrica. Segundo ele, a medida contribuiria para diminuir custos para consumidores e empresas, além de ampliar a competitividade do país na atração de investimentos, especialmente no Nordeste.

Questionado sobre propostas para um eventual governo federal, Zema afirmou que manteria programas sociais e serviços públicos considerados essenciais, como o Sistema Único de Saúde e o Bolsa Família, mas defendeu aperfeiçoamentos em sua gestão e funcionamento.

O governador também voltou a criticar a condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, argumentando que o aumento das despesas públicas influencia a manutenção de juros elevados e encarece o acesso ao crédito.

Ao destacar sua trajetória administrativa, Zema citou a gestão em Minas Gerais como credencial para uma eventual disputa presidencial. Segundo ele, o Estado registrou avanços em áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança a partir de medidas de controle de gastos e reorganização administrativa.

Durante a passagem pelo Ceará, o governador participou de compromissos promovidos pelo Partido Novo, visitou uma escola cívico-militar em Maracanaú e cumpriu agenda ao lado de Eduardo Girão. A programação incluiu ainda visitas a pontos da Capital e encontros com apoiadores e veículos de comunicação.

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